O dia é de Novak Djokovic em Paris. O sérvio, cabeça de chave número 10, estreia nesta terça-feira (3) no Rolex Paris Masters contra o monegasco Valentin Vacherot, 31º do ranking, na primeira rodada do último Masters 1000 da temporada. O horário em Brasília e o canal de transmissão no Brasil não estavam confirmados nas fontes consultadas até a publicação; em edições anteriores, a ESPN e o streaming Disney+ costumaram exibir torneios do circuito, mas vale conferir a grade do canal e a ordem de jogos oficial do torneio antes de ligar a TV.
O que está em jogo para Djokovic
O torneio, disputado de 2 a 8 de novembro, é a última chance de Djokovic entrar no ATP Finals, que será em Turim, na Itália, de 15 a 22 de novembro. Segundo o site do próprio tenista, Paris é a última oportunidade de classificação.
Os números da corrida para Turim variam um pouco conforme a fonte. O Khel Now e o EssentiallySports colocam Djokovic com 2.900 pontos, em 10º ou 11º lugar na Race, dependendo da tabela. Rafael Jodar aparece com 3.234 pontos em uma fonte e 3.194 em outra, e Alex de Minaur com 3.170, logo atrás da última vaga.
A conta ficou um pouco mais aberta porque Jannik Sinner, já classificado, desistiu do ATP Finals por causa de uma lesão no joelho, o que libera uma vaga. Na prática, Djokovic precisa terminar entre os nove primeiros. Pelas projeções do Khel Now:
- Título em Paris (3.890 pontos): garante a vaga.
- Final (3.540): só funciona se no máximo dois entre Fils, Tiafoe, Jodar, Fritz e Paul terminarem à frente dele.
- Semifinal (3.290): só se todos os outros concorrentes ficarem abaixo; o veículo chama a chance de pequena.
Ou seja: para ir a Turim, o sérvio precisa de uma semana quase perfeita em Bercy.
O adversário: Vacherot, o freguês que não é freguês
Djokovic e Vacherot só se enfrentaram uma vez, na semifinal do Masters de Xangai de 2025, e quem levou foi o monegasco. Se o sérvio quer evitar a fama de "vítima" de um jogador que ele nunca tinha encarado, a estreia é a chance de acertar as contas.
Se avançar, o caminho projetado pelo site oficial de Djokovic inclui o italiano Luciano Darderi na segunda rodada, De Minaur (8º) ou Andrey Rublev na terceira e, nas quartas, um nome entre Alexander Zverev (1º), Learner Tien e Hubert Hurkacz. Nas semifinais podem aparecer Ben Shelton, Frances Tiafoe, Tommy Paul ou Francisco Cerúndolo, e na final, candidatos como Carlos Alcaraz, Daniil Medvedev, Flavio Cobolli, Arthur Fils ou Rafael Jodar. São projeções do chaveamento; dependem dos resultados.
Como chega a temporada
O principal resultado do ano de Djokovic foi o título em Pequim, o 102º da carreira, com vitória sobre De Minaur na final. Depois, vieram tropeços: em Xangai, perdeu para Hurkacz por 6/4 e 6/3 e deixou escapar 390 dos 400 pontos que defendia; na Basileia, caiu para Jan-Lennard Struff por 6/7(4), 7/5 e 6/7(5), na segunda rodada. Segundo o EssentiallySports, o próprio tenista diz que problemas de saúde o levaram a jogar poucos torneios no ano. Ele chega a Paris sem ter passado das quartas de final em nenhum Masters 1000 em 2026, de acordo com o Yahoo Sports.
Bercy é território dele
Se há um lugar para reagir, é aqui. Djokovic é o maior campeão da história do torneio, com sete títulos (2009, 2013, 2014, 2015, 2019, 2021 e 2023), além de recordes de finais (9), de vitórias (50) e de jogos disputados (59), segundo levantamento do Tennis365. Um oitavo troféu seria o quarto recorde em cima de si mesmo. Fica a brincadeira: Bercy parece ter lugar reservado na estante dele.
O que vem a seguir
Se vencer Vacherot, Djokovic volta à quadra para a segunda rodada em data a ser definida pela organização. O ATP Finals começa em 15 de novembro, e a lista dos oito classificados (mais o substituto de Sinner) só se fecha quando terminar o torneio de Paris.



