A vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), ficou ferida na noite de sábado (24), véspera do segundo turno, durante uma carreata de apoio ao presidente Lula (PT) na Avenida Sanitária. Segundo a assessoria da parlamentar, o carro de som em que ela estava foi atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros objetos. Ela foi socorrida pelo Samu e levada a um hospital, onde foi medicada e ficou em observação. Os relatos sobre quem atirou os objetos vêm de aliados da vítima; a Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais ainda não havia se manifestado, segundo o Brasil de Fato.

O que se sabe

  • Onde e quando: Avenida Sanitária, em Montes Claros, na noite de sábado (24 de outubro), após ato de campanha pró-Lula.
  • O ferimento: a assessoria diz que Iara foi atingida no rosto; o deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que estava na carreata, afirmou em vídeo que ela levou "uma pedrada na cabeça". O Brasil de Fato relata que ela desmaiou após ser atingida por um tijolo. As versões sobre a região atingida e a gravidade variam entre as fontes.
  • Vídeos: imagens nas redes sociais mostram homens com camisetas em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula, atirando objetos contra o carro de som, segundo o Poder360.

Versão dos envolvidos

O vereador Daniel Dias (PCdoB) disse que o ataque ocorreu depois de uma tentativa de negociação para que o caminhão de som passasse por um trecho da avenida ocupado por uma manifestação de apoiadores de Flávio. "Pedimos passagem com diálogo, mas fomos respondidos com covardia e agressões", afirmou. Em nota, a assessoria de Iara classificou o episódio como violência política e pediu investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos. Paulo Guedes também cobrou apuração.

Os agressores não foram identificados nas fontes consultadas, e a versão dos apoiadores de Flávio ou da campanha dele não consta nas reportagens lidas. Quem for apontado como autor tem direito à defesa, e a responsabilidade só pode ser atribuída após a investigação.

O que falta esclarecer

Não há, nas fontes consultadas, informação sobre prisões, inquérito aberto ou posição da Polícia Militar e da Polícia Civil. Este texto será atualizado quando houver.

Análise

Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.

Agressão física por divergência política é inaceitável em qualquer direção e deve ser apurada e punida com o mesmo rigor, seja a vítima petista ou bolsonarista, e seja quem for o agressor. A liberdade de manifestação, núcleo de uma sociedade livre, só existe se carreatas e atos rivais puderem circular sem medo; cabe ao Estado garantir esse direito de todos e às lideranças políticas de todos os lados evitar a linguagem que normaliza a violência.