O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (25) que está monitorando a eleição presidencial no Brasil, mas não declarou apoio a nenhum dos candidatos do segundo turno. A declaração foi divulgada pela CNN Brasil.

O que ele disse

Ao ser perguntado se acompanha a votação e se apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Trump respondeu: "Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando".

Antes do primeiro turno, ao sair da Casa Branca, Trump já havia dito que o Brasil é "um país muito importante" e que a eleição era "muito importante". Segundo a CNN Brasil, ele também elogiou a rapidez da apuração do primeiro turno e aproveitou para criticar o sistema eleitoral americano, disse que Flávio teve "uma grande vitória" e previu uma disputa "muito apertada" no segundo turno.

O cenário da disputa

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, diferença de 1,87 ponto percentual, cerca de 2,2 milhões de votos, de acordo com o Terra. Para o segundo turno, as pesquisas registraram empate técnico: a Quaest (21 de outubro) mostrou Flávio com 45% e Lula com 44%, dentro da margem de erro; a PoderData/Aya (22 de outubro) apontou 51% a 49% para Flávio.

Análise

Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.

A fala de Trump não é um apoio formal, mas o registro de que o presidente de uma potência acompanha a votação reforça um ponto que vale para qualquer governo estrangeiro e para qualquer candidato: a escolha do presidente brasileiro cabe aos eleitores e às instituições do país, e a Justiça Eleitoral é quem deve garantir regras iguais para todos. Comentários externos sobre o sistema eleitoral, venham de onde vierem, não substituem a checagem feita pelo TSE e pelas urnas. O mesmo rigor se aplica a quem, dentro do país, apoia ou rejeita a interferência estrangeira conforme o candidato favorecido.