Parte da cobertura brasileira sobre o telescópio Swift, da NASA, levantou a dúvida: o Brasil está na rota? A resposta curta é que o país está dentro da faixa de latitudes em que destroços podem cair, mas isso não é uma previsão de queda no território nacional.
O que é a faixa de 20,6 graus
Segundo a NASA, a órbita do Swift tem baixa inclinação, então qualquer fragmento que sobreviva à reentrada só pode cair entre 20,6 graus de latitude sul e 20,6 graus de latitude norte. É uma faixa tropical ao redor do equador. A Associated Press listou como incluídas partes da África, Austrália, Índia, Sudeste Asiático e das Américas Central e do Sul. O Brasil se estende por essa faixa na região Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste, mas também tem áreas ao sul dela, onde não há risco.
Por que a chance de cair em terra é menor
A reentrada está prevista para cerca de 3h30 da costa leste dos EUA (5h30 em Brasília) de 4 de novembro, com incerteza de 11 horas, segundo a Força Espacial dos EUA e a NASA. Em 11 horas para cada lado, o telescópio dá várias voltas ao planeta, e o ponto da queda depende do instante exato. A NASA diz que o local não é conhecido. A Spaceflight Now observa que a faixa é majoritariamente oceânica, e a AP informa que os destroços sobreviventes provavelmente cairão no mar.
Qual é o risco
A estimativa da NASA é de cerca de 1 em 2.100 de alguém na Terra ser ferido. A porta-voz Elizabeth Shaw afirmou que o risco de dano a alguém "é improvável". É um número global, e não específico para o Brasil. A agência espera que a maior parte dos cerca de 1.450 kg queime na atmosfera. Peças de tungstênio e partes de espelhos podem sobreviver, segundo o cientista-chefe da missão, Brad Cenko.
O que fazer se encontrar um fragmento
Este tópico não consta nos comunicados da NASA consultados para este texto, então vale seguir a orientação geral de autoridades para objetos espaciais: não tocar, manter distância e acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193). Se houver pedaços em solo brasileiro, a Agência Espacial Brasileira e a Defesa Civil devem divulgar orientações.
Onde acompanhar
A confirmação do horário e da área virá da NASA e da Força Espacial dos EUA. O blog oficial do Swift, em science.nasa.gov/blogs/swift, é o primeiro lugar a ser atualizado. Para entender a história completa do telescópio, da tentativa de resgate e da reentrada, leia Telescópio Swift da NASA deve reentrar na atmosfera nesta quarta (4).


