Geraldo Alckmin (PSB) aparece de novo entre os assuntos mais buscados a dois dias do segundo turno. Vice-presidente da República desde 2023, ele é candidato à reeleição na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enfrenta Flávio Bolsonaro (PL) no domingo (25). Veja quem ele é e o que tem feito na campanha.
A trajetória
Alckmin nasceu em Pindamonhangaba (SP) em 1952, é médico formado pela Universidade de Taubaté e entrou na política em 1972, no MDB. Foi vereador, prefeito de Pindamonhangaba, deputado estadual e federal, e participou da Assembleia Constituinte. Foi um dos fundadores do PSDB, onde ficou por mais de 30 anos e do qual saiu em 2021.
No PSDB, foi vice-governador na chapa de Mário Covas e assumiu o governo de São Paulo em 2001, depois da morte de Covas. Voltou ao cargo em 2010 e foi reeleito em 2014. Disputou a Presidência em 2006, quando perdeu o segundo turno para o próprio Lula, e em 2018, quando ficou em quarto lugar. Em março de 2022 filiou-se ao PSB e se tornou o vice da chapa de Lula, vitoriosa naquele ano. Como vice, também comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A candidatura à reeleição
Em abril de 2026, Lula anunciou durante uma reunião ministerial que Alckmin seria seu vice na disputa deste ano. Segundo a Band, o vice foi pego de surpresa e deixou o ministério até 4 de abril, para cumprir o prazo de desincompatibilização. Na ocasião, ele minimizou pesquisas que mostravam Flávio Bolsonaro à frente, dizendo que "pesquisa é momento".
Na reta final
No dia 4 de outubro, depois da confirmação do segundo turno, Alckmin criticou homenagens a figuras da ditadura militar e defendeu mudanças tributárias para quem ganha até R$ 5 mil, rejeitando desonerações para itens de luxo e armas, segundo o Jornal de Brasília.
Em 8 de outubro, ele visitou Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, e pediu aos eleitores que não deixassem de votar: 33 milhões de pessoas não compareceram no primeiro turno, uma abstenção de 21,08% que, segundo o DGABC, foi a maior em uma eleição desde 1998. Para ele, "a única mudança segura é com Lula". O jornal também registra que, depois do primeiro turno, críticos apontaram uma participação limitada do vice em eventos e na propaganda.
O que está em jogo
O primeiro turno terminou com Flávio à frente por cerca de 2,2 milhões de votos, ou 1,8 ponto percentual, segundo a BBC News Brasil, e as pesquisas mais recentes indicam disputa muito apertada. A votação é no domingo, e o resultado oficial é divulgado pelo TSE a partir do fechamento das urnas.
Análise: o vice como sinal para o mercado
Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.
Alckmin é um político de perfil moderado e de passado no PSDB, e seus aliados costumam apresentá-lo como a ponte entre o governo e o setor produtivo. Para o eleitor liberal, a pergunta útil é quanto desse perfil se traduz em decisões concretas: reforma tributária, responsabilidade fiscal e abertura comercial. Essa resposta depende de quem governar a partir de janeiro e de quanto peso o vice terá nas decisões, algo que a campanha, por enquanto, não detalhou.