O papa Leão XIV recebeu o cantor e compositor americano Bob Dylan, de 85 anos, em audiência privada no Palácio Apostólico, no Vaticano, na quarta-feira (4). O encontro foi breve e incluiu troca de presentes, segundo Folha de S.Paulo, G1, O Globo e Metrópoles.

O que aconteceu no encontro

Dylan está em Roma com a turnê "Rough and Rowdy Ways Tour" e tem show marcado para quinta-feira (5), no Palazzo dello Sport, depois de apresentações em Milão e Bolonha. O papa entregou ao cantor um terço, e Dylan retribuiu com um exemplar de "Chronicles – Volume 1", sua autobiografia publicada em 2004.

O registro divulgado nas redes sociais mostra o pontífice com a veste branca e o solidéu, e o músico de casaco, luvas e moletom preto com capuz, detalhe que deu título à reportagem de O Globo ("Um de capuz, outro de solidéu").

O padre jesuíta Antonio Spadaro, ligado ao Vaticano, contou no Instagram que ajudou a organizar a visita e acompanhou Dylan ao lado de Andrea Monda. Ele descreveu o momento como um encontro com "um verdadeiro senso de história".

Por que Dylan já estava no radar do papa

Leão XIV havia citado o músico em "Desarmada e desarmante. A paz é um dom", livro publicado em 2026. Na obra, o papa reproduz versos de "Go Away You Bomb", poema escrito por Dylan em 1963, durante a Guerra Fria, em protesto contra as armas nucleares. O texto nunca foi gravado nem lançado oficialmente.

Não é o primeiro papa de Dylan

Em 1997, Dylan se apresentou diante de João Paulo II no 23º Congresso Eucarístico Nacional, em Bolonha, que reuniu cerca de 300 mil jovens. Ele cantou três músicas, entre elas "Knockin' on Heaven's Door", e cumprimentou o pontífice no palco, segundo O Globo.

Leão XIV também já recebeu outro nome do rock: no fim de julho, a cantora Patti Smith esteve com ele, segundo O Globo.

O que vem a seguir

Dylan segue a turnê europeia com o show em Roma na quinta-feira (5). Não há, nas reportagens consultadas, informação sobre outros compromissos do cantor no Vaticano.