A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que prendeu em flagrante, no domingo (1º), em São Luís, um candidato ao cargo de delegado suspeito de usar uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para responder às questões da prova do concurso da própria instituição. A informação foi divulgada pelo G1 Maranhão.

Como a fraude foi descoberta

Segundo a polícia, um fiscal responsável pela aplicação da prova percebeu o uso de um aparelho celular pelo candidato e acionou a equipe policial que estava no local. A prova era aplicada em uma faculdade particular da capital maranhense, onde o homem foi abordado.

De acordo com as investigações citadas pela corporação, ele usava a IA para tentar resolver as questões do exame. Depois da abordagem, os policiais o levaram ao Plantão Central das Cajazeiras.

Enquadramento legal

O candidato foi autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 311-A do Código Penal, que trata de fraudes em certames de interesse público. Ele ficará à disposição do Poder Judiciário do Maranhão. A polícia também informou ter constatado que o homem tinha registro criminal por violência doméstica, dado que não tem relação com a acusação em questão.

O que ainda não se sabe

Prisão em flagrante não é condenação: o caso ainda passará pela análise da Justiça, e o suspeito tem direito à ampla defesa. A reportagem de origem não registra manifestação da defesa do candidato, e o nome dele não foi divulgado pela polícia, que borrou a imagem do homem ao divulgar o caso. Também não foram detalhados quantos aparelhos foram apreendidos nem qual ferramenta de IA teria sido usada.

O episódio acompanha uma preocupação crescente de bancas e órgãos que realizam concursos: o uso de celulares e assistentes de IA em provas presenciais, que reforça a atenção dos fiscais na fiscalização de aparelhos eletrônicos.