Criminosos usaram um drone para lançar um artefato explosivo contra policiais militares durante uma operação no Complexo da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio, nesta quinta-feira (29). De acordo com a Polícia Militar, nenhum agente ficou ferido.

O que a PM informou

A ação começou nas primeiras horas da manhã e envolveu policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do 9º BPM (Rocha Miranda). Segundo a corporação, a operação terminou com um suspeito morto e dois homens presos, apontados como lideranças do tráfico na região. Eles foram identificados pelos apelidos "Da Nike" e "Atentado", que acumulam, respectivamente, seis e 24 anotações criminais. A PM apreendeu quatro fuzis, duas granadas, seis carregadores, um rádio comunicador e drogas, e recuperou dois veículos. Os agentes também encontraram um bunker e outros imóveis ligados ao grupo.

A PM não detalhou o tipo de explosivo lançado pelo drone nem informou se ele chegou a detonar. Um vídeo que circula nas redes mostra um drone com um objeto escuro pendurado, e é compartilhado como sendo do ataque. O registro, porém, não permite confirmar, por si só, que o objeto seja o artefato citado pela polícia.

Em outra frente, segundo a PM, equipes do Bope foram atacadas a tiros e reagiram. Depois do confronto, três suspeitos foram detidos e a polícia apreendeu um fuzil, um rádio e drogas. Na comunidade da Primavera, em Cavalcanti, agentes do 9º BPM detiveram um suspeito com um fuzil e drogas.

Bloqueios e ônibus incendiado

Os tiroteios afetaram o trânsito. Na Avenida Ministro Edgard Romero, criminosos atravessaram um ônibus e uma carreta para bloquear a pista, e três homens foram detidos quando tentavam interceptar coletivos. Onze linhas de ônibus tiveram itinerários alterados, e a circulação do BRT também foi afetada.

Por volta das 14h40, em Irajá, criminosos incendiaram um ônibus e o atravessaram na Avenida Monsenhor Félix, perto da estação de metrô do bairro, o que interditou a via nos dois sentidos. Para a PM, o ataque foi feito por integrantes da mesma facção que atua na Serrinha, com o objetivo de desviar a atenção das equipes empenhadas na operação. O 41º BPM (Irajá) reforçou o policiamento na região.

As informações sobre a dinâmica dos confrontos vêm da versão da Polícia Militar. Os suspeitos presos têm direito à defesa, e o O Globo não registra manifestação deles ou de advogados.