Clientes da TIM em Curitiba, e também em outras regiões do país, têm recebido pelo WhatsApp mensagens que avisam sobre um suposto bloqueio do CPF e pedem que o destinatário acesse um link para "regularizar" o cadastro. Segundo a Banda B, a TIM informou que não envia mensagens sobre regularização de CPF e já alertou os clientes.

Como é a mensagem

De acordo com a reportagem, a abordagem usa o nome da operadora para dar credibilidade e apresenta um problema que exigiria solução imediata. O endereço enviado pode levar a páginas falsas, criadas para coletar dados pessoais e informações sensíveis. Há relatos de pessoas que receberam até quatro mensagens e de quem nem é cliente da TIM e recebeu o aviso.

A Banda B não traz números de quantas pessoas foram atingidas, e o texto não aponta um responsável. Não há, nas fontes consultadas, registro de investigação policial sobre este caso específico.

Um golpe já conhecido

A mesma estratégia aparece em outras versões do chamado golpe do "CPF cancelado" ou "CPF bloqueado". O Olhar Digital descreve mensagens que, em outras variações, simulam a Receita Federal, ameaçam suspender o CPF e oferecem desconto para pagamento por Pix, com links para sites falsos que imitam portais do governo. Segundo o texto, os criminosos podem incluir dados reais da vítima, como o número do CPF, porque essas informações costumam vazar; saber o nome ou o CPF do destinatário não prova que o remetente é legítimo.

O que fazer

Segundo as orientações da TIM e do Olhar Digital:

  • não clicar no link nem responder à mensagem;
  • verificar pendências apenas pelo aplicativo ou pelos canais oficiais da operadora;
  • não informar CPF, senhas ou dados bancários em páginas não confirmadas, e não compartilhar códigos recebidos por SMS ou WhatsApp;
  • bloquear e denunciar o remetente pelas ferramentas do WhatsApp;
  • digitar você mesmo o endereço oficial no navegador, em vez de usar o link recebido. Sites oficiais do governo usam o domínio gov.br.

Se já forneceu dados ou pagou

Quem já informou dados deve proteger as contas e serviços afetados e ficar atento a cobranças inesperadas, segundo a Banda B. Em caso de pagamento por Pix, o Olhar Digital orienta contatar o banco imediatamente para pedir a devolução pelo MED (Mecanismo Especial de Devolução) e registrar boletim de ocorrência on-line.