Neste domingo (25), mais de 158,7 milhões de brasileiros podem votar no segundo turno da eleição presidencial, que reúne Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em busca de um quarto mandato, e Flávio Bolsonaro (PL), candidato pela primeira vez ao Planalto. As seções funcionam das 8h às 17h, no horário de Brasília.
Como foi o primeiro turno
Em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos (cerca de 56,1 milhões de votos) e Lula, 45,16% (cerca de 53,9 milhões), uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos. Augusto Cury (Avante) ficou com 2,89% e Renan Santos (Missão), com cerca de 2,24%. Como nenhum candidato passou de 50% dos votos válidos, a decisão ficou para o segundo turno.
O que dizem as pesquisas finais
Os três levantamentos mais recentes divulgados antes da votação apontam Flávio Bolsonaro à frente, em diferenças que ficam perto ou dentro das margens de erro:
- Veritá (entrevistas de 19 a 23 de outubro, 15.554 pessoas, margem de 1 ponto): Flávio 51,56% e Lula 48,44% dos votos válidos. A distância subiu de 2,6 para 3,12 pontos em relação à rodada anterior do instituto.
- PoderData/Aya (23 e 24 de outubro, 4.000 entrevistas por telefone, margem de 1,6 ponto): Flávio 51% e Lula 49% dos votos válidos, empate técnico no limite da margem, segundo o veículo.
- Palver (22 a 24 de outubro, 5.000 entrevistas online em amostra não probabilística, margem de 2,2 pontos): Flávio 50% e Lula 49%.
Na pesquisa Veritá, Flávio lidera entre homens (57,4%) e evangélicos (65%); Lula vai melhor entre mulheres (53,8%), católicos (51,6%) e eleitores com renda de até dois salários mínimos (52%). Segundo o Exame, outros institutos, como Futura e Datafolha, apresentaram resultados diferentes dos da Veritá. As fontes consultadas trazem números ligeiramente distintos para o total de votos (incluindo indecisos, brancos e nulos) da Veritá, por isso aqui só são usados os votos válidos.
Pesquisa é retrato do momento, não resultado: a diferença de 3,12 pontos da Veritá está próxima da margem de erro e, em levantamentos como o da Palver, a amostra não é probabilística.
Votos no exterior
Segundo o Blog do BG, a contagem parcial no exterior mostra Flávio vencendo no Japão e Lula na Nova Zelândia, Austrália, Singapura e Coreia do Sul. São resultados parciais, que não indicam o desfecho nacional.
Análise
Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.
Seja qual for o vencedor, o que mais importa para quem defende liberdades individuais e instituições fortes é que o resultado saia das urnas, seja aceito por todos os lados e que o próximo governo trate a responsabilidade fiscal e a transparência como compromissos de fato, e não como promessas de campanha. Um placar apertado, como o que as pesquisas sugerem, é razão a mais para que a Justiça Eleitoral divulgue a apuração com clareza e para que os candidatos esperem a totalização antes de proclamar vitória.