Stephen Miller, foi anunciado nesta sexta-feira (6) como novo chefe de gabinete da Casa Branca. Este texto reúne o que as reportagens consultadas informam sobre sua trajetória e seu papel no governo de Donald Trump.
De assessor no Senado ao primeiro escalão
Miller foi assessor do então senador Jeff Sessions, que depois se tornou o primeiro procurador-geral de Trump. Entrou na campanha presidencial de 2016 como redator de discursos, segundo a PBS, e permaneceu entre os integrantes mais antigos do círculo do presidente. Na transição de 2024, Trump o indicou vice-chefe de gabinete, cargo que ocupava até agora, com responsabilidade sobre políticas e segurança nacional. A Folha de S.Paulo o descreve como conselheiro político e de segurança nacional da Casa Branca.
A política de imigração
Miller é apontado como o arquiteto da campanha de deportação em massa do governo. A NBC News relata que, em maio de 2025, ele cobrou de funcionários do ICE uma meta de 3 mil detenções por dia. A mesma reportagem o descreve como aliado muito leal ao presidente e chefe exigente com subordinados.
O Southern Poverty Law Center, organização que cataloga grupos extremistas nos EUA, o classifica como extremista antimigração, segundo a Folha. Apoiadores de Trump veem nele o executor de uma promessa de campanha de endurecer a fiscalização da imigração. Em janeiro, após agentes federais matarem em Minneapolis os cidadãos americanos Renee Good e Alex Pretti, ele reduziu as aparições públicas, conforme a NBC; em publicação, havia chamado Pretti de "terrorista doméstico" e depois disse que a Casa Branca recebera informações incorretas da CBP.
O que muda com a promoção
O chefe de gabinete coordena a agenda do presidente, o acesso a ele e o funcionamento da equipe. Steve Bannon disse à NBC que Miller "assume o controle imediatamente". Um aliado de Trump afirmou que ele será combativo com o Congresso, em especial nas investigações pedidas por democratas, que controlarão a Câmara a partir de janeiro. O deputado Hakeem Jeffries pediu a demissão dele. O vice-presidente J. D. Vance elogiou a escolha e a chamou de promoção "merecida".
Miller assume na segunda-feira (9). Susie Wiles, que ocupava o posto, segue na operação política de Trump. Nas reportagens consultadas, a Casa Branca não informou mudanças de política vinculadas à troca, e não havia declaração de Miller sobre a nomeação nas matérias lidas.
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