A polícia do condado de Polk, na Flórida (EUA), anunciou na sexta-feira (30) a prisão de 281 pessoas em uma operação disfarçada de sete dias contra a exploração sexual de crianças e o tráfico de pessoas. Entre os detidos, segundo o xerife Grady Judd, estão 17 trabalhadores de parques temáticos da região de Orlando: 13 ligados à Disney e quatro à Universal. Os nomes e as datas das audiências não foram divulgados, e os presos, como qualquer investigado, têm presunção de inocência até eventual condenação.

Como foi a operação

A ação, chamada pela polícia de "Polk Around & Find Out II", durou sete dias e foi anunciada em conjunto com o gabinete do procurador-geral da Flórida, James Uthmeier. Policiais disfarçados publicaram anúncios e conversaram online com suspeitos, muitos dos quais, segundo o xerife, viajaram até o condado para encontrar menores de idade. As autoridades falam em 488 novas acusações, 198 delas por crimes graves (felonies), e em 11 possíveis vítimas de tráfico de pessoas identificadas durante a ação.

Há pequena divergência nos números por categoria. O Escritório do Xerife de Polk contabilizou 31 prisões ligadas a suspeitos de predação sexual de crianças e 239 por prostituição, além de 11 por outros crimes. O gabinete do procurador-geral informou 32 e 249 nas duas categorias, com o mesmo total de 281.

Quem foram os presos

Além dos funcionários dos parques, o xerife citou um treinador do Davenport Titans, equipe esportiva que atende crianças de 11 a 14 anos, que teria viajado acreditando que encontraria uma menina de 14 anos, e um militar da Marinha dos EUA em serviço ativo. A imprensa local também informou a prisão de um policial do condado de Orange que atuava como agente de segurança em uma escola primária; ele teria respondido a um anúncio falso e concordado em pagar por sexo.

Em um dos casos ligados à Disney, segundo o relato do xerife, um funcionário foi abordado a caminho de um encontro com um policial que se passava por um menino de 13 anos, com o uniforme de trabalho dentro do carro. Outro detido era ex-funcionário da empresa e trabalhava caracterizado como o personagem Mickey Mouse, de acordo com Judd.

O que dizem as empresas

O xerife afirmou que a Disney colaborou com a investigação e informou que os funcionários presos foram demitidos. Judd disse não ter recebido atualização da Universal sobre a situação dos quatro trabalhadores presos. O vínculo empregatício dos detidos não indica, por si só, irregularidade por parte das empresas, e as defesas individuais dos presos não foram divulgadas.

O que vem a seguir

Os casos seguem para a Justiça da Flórida. Como as acusações ainda não foram julgadas, os detalhes narrados pelo xerife são a versão da polícia. Para quem precisa denunciar casos de exploração sexual infantil no Brasil, o canal é o Disque 100.