Equipes de preservação do Pantanal estão usando inteligência artificial para encontrar focos de incêndio ainda no início, segundo reportagem do Jornal Nacional exibida neste sábado (31).

Como funciona

Uma câmera avançada foi levada de barco até a Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul. Segundo o analista de tecnologias Igor Souza, do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), ela precisa de visão ampla e zoom potente para distinguir a fumaça do ambiente, localizando-a a até 30 km. No Pantanal de Mato Grosso, foi erguida uma torre nova, com base estabilizada por seis cabos.

As imagens vão para uma central de monitoramento do IHP, em Corumbá. Com a modernização da torre e o novo equipamento, a área monitorada subiu 25%, de 1,5 milhão para quase 2 milhões de hectares. A tecnologia é usada no bioma há quatro anos.

O presidente do IHP, Ângelo Rabelo, afirma que o sistema, chamado Pantera, detecta o fogo a partir da fumaça em três minutos, o que faz diferença na ação preventiva. A cobertura inclui a região do Amolar, com áreas protegidas, um parque nacional e sítio do patrimônio natural da humanidade pela Unesco.

O tamanho do problema

De janeiro a setembro de 2026, o fogo atingiu 145 mil hectares do Pantanal, 129% a mais que no mesmo período de 2025. Em outro balanço, o resumo diário do JN de sexta (30) informou que o Pará teve o maior número de focos de incêndio florestal em três décadas.