O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, disse em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão que a Justiça Eleitoral estará mobilizada em todo o território nacional neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições de 2026, para assegurar a manifestação do eleitorado.
O que disse o presidente do TSE
Segundo o Terra, Nunes Marques afirmou que a Justiça Eleitoral atuará para garantir "a livre e espontânea manifestação da vontade do eleitorado", com "o mesmo clima de tranquilidade e respeito registrado no primeiro turno". Ele lembrou que quem não votou no primeiro turno pode comparecer às urnas no segundo.
O ministro também pediu atenção ao que circula nas redes: "Vamos elevar nosso senso crítico com mensagens eletrônicas recebidas nesta reta final. Principalmente, aquelas que tenham caráter sensacionalista e acusatório contra quaisquer dos candidatos, ou mesmo contra a Justiça Eleitoral".
Como conferir o local de votação
Nunes Marques disse que houve "um número muito pequeno de alterações" de locais entre os dois turnos, mas ponderou que "não custa verificar essa informação antes de sair de casa". A conferência deve ser feita em canais oficiais: os sites dos tribunais eleitorais, incluindo o do TSE, o ChatVote (assistente virtual do TSE) e o aplicativo e-Título.
O que muda no fim da campanha
De acordo com o G1, a campanha eleitoral nas ruas terminou às 22h de sábado (24). A partir daí ficaram proibidos o uso de alto-falantes e amplificadores de som, a distribuição de material gráfico (santinhos, adesivos, camisetas, panfletos) e a promoção de caminhadas, carreatas, passeatas ou carros de som com jingles ou mensagens de candidatos. A sexta-feira (23) foi o último dia de propaganda gratuita no rádio e na TV e de anúncios pagos na imprensa escrita, além do prazo final para debates.
As urnas abrem às 8h e as seções fecham às 17h, no horário local; quem já estiver na seção nesse horário ainda pode votar. Segundo o G1, cerca de 160 milhões de brasileiros estão aptos a votar. Eleitores de Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins escolhem também governador, e nesses estados a ordem na urna é governador e depois presidente.
Análise
Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.
O apelo à checagem de informações é pertinente, e a principal ferramenta contra a desinformação é a transparência da própria Justiça Eleitoral: dados abertos, boletins e canais de consulta que qualquer eleitor possa verificar. Ao mesmo tempo, o combate a conteúdo falso exige cuidado para não alcançar a crítica legítima, inclusive a críticas dirigidas ao próprio tribunal. Em uma democracia, a resposta mais sólida a boatos é informação pública e auditável, aplicada com o mesmo critério a todos os candidatos e partidos, e o respeito ao resultado das urnas, seja qual for.