Brasileiros já podem dar o primeiro passo para tirar a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) pelo celular, mas o documento não sai sem uma ida ao posto. O pedido de atendimento é feito nos sites dos órgãos de identificação de cada estado; foto, assinatura e impressões digitais continuam sendo coletadas presencialmente.

O que dá para fazer pelo celular

O cidadão acessa o portal do órgão de identificação civil do seu estado, preenche os dados pessoais e escolhe unidade, data e horário. Em alguns estados, quem já tem RG emitido no local pode fazer a solicitação on-line e apenas retirar o documento. No Paraná, por exemplo, segundo reportagem da Band B de abril de 2026, o pedido é feito no site da Polícia Civil, com envio de uma foto que atenda aos requisitos, e a retirada é presencial, com aviso por SMS quando a carteira fica pronta.

Reportagens ressaltam que a expressão "solicitar pelo celular" pode passar a impressão de emissão sem sair de casa, o que não acontece: a biometria exige comparecimento.

Documentos e custo

Entre os documentos normalmente pedidos estão certidão de nascimento ou casamento (ou averbação de divórcio) e CPF regularizado; alguns estados exigem comprovante de residência. A primeira via, em papel, é gratuita, assim como a versão digital e as renovações, segundo reportagem da Tribuna de Jundiaí que cita o Governo Federal. Segundas vias, em caso de perda ou dano, e a versão em policarbonato podem ser cobradas, e as isenções variam por estado.

Entrega pelos Correios

A entrega em casa depende do estado. Em São Paulo, após a coleta de biometria e a conferência de documentos no Poupatempo, é possível escolher entre retirar no local ou receber pelos Correios, e o prazo de emissão pode chegar a 26 dias úteis. Em Minas Gerais, o envio também pode ser pedido no atendimento presencial. Custos e procedimentos em caso de endereço incorreto devem ser confirmados no atendimento.

O que muda no documento

A CIN usa o CPF como número único de identificação, válido em todo o país, e traz QR Code para verificação de autenticidade. A validade é de cinco anos para crianças até 11 anos, dez anos entre 12 e 59 anos e indeterminada a partir dos 60. Segundo o Governo Federal, o RG antigo continua valendo até 28 de fevereiro de 2032; a partir de 1º de março daquele ano, a CIN será o padrão. A troca pode ser antecipada em caso de dano, foto desatualizada, dados incorretos ou mudança de nome.

Após a emissão do documento físico, o titular pode adicionar a versão digital à carteira de documentos do aplicativo gov.br. A reportagem da Band B cita cerca de 50 milhões de pessoas que já emitiram a CIN, que circula desde 2022, e prazo de 10 a 30 dias úteis para a entrega, conforme os dados do governo divulgados em abril.

Mutirões

Institutos de identificação realizam mutirões periódicos, que podem ampliar vagas ou atender municípios sem posto fixo. Não há calendário nacional: datas e locais são definidos por governos estaduais, prefeituras e institutos. O melhor caminho é consultar o site do órgão de identificação do seu estado, já que regras, prazos e vagas variam.