O Ceará soma 40 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados da Secretaria da Saúde do estado (Sesa) de 5 de novembro, divulgados na sexta-feira (6) e publicados pelo jornal O POVO. O número supera o de 2025, quando o estado teve 13 casos no ano inteiro.

Os números da Sesa

Das 113 notificações suspeitas, 40 foram confirmadas, 60 descartadas, uma é considerada provável e 12 seguem em investigação. Fortaleza concentra 35 dos casos confirmados (87,5%). Duas pessoas precisaram de internação e não há mortes. Todos os casos são de homens, com idades entre 24 e 51 anos.

A evolução mensal mostra aceleração: foram 5 casos de janeiro a setembro, 18 em outubro e 17 em novembro, só até o dia 5.

Por que aparecem números diferentes

Nos últimos dias circularam cifras distintas. Até quinta-feira (5), o painel IntegraSUS mostrava 18 casos confirmados no ano, número que coincide com a contagem de outubro no balanço da Sesa. Com os dois casos de Sobral, uma reportagem do O POVO falou em 20 registros no estado. O balanço da Sesa divulgado depois, com 40 casos, é o mais recente. As reportagens consultadas não explicam a diferença entre as contagens, que podem refletir datas de atualização diferentes.

Casos em Sobral

A Secretaria da Saúde de Sobral confirmou na sexta (6) dois casos, em homens de 29 e 38 anos que estiveram recentemente em Fortaleza. Os pacientes procuraram unidades de saúde dos bairros Coelce e Sumaré e foram encaminhados ao Centro de Referência em Infectologia de Sobral. Segundo a prefeitura, estão estáveis, em isolamento e acompanhados pela Atenção Primária. As vigilâncias epidemiológicas municipal e estadual foram notificadas.

Sintomas e orientações

Os sintomas incluem febre e dores no corpo, mas a principal manifestação são lesões na pele: caroços que evoluem para bolhas, feridas e crostas, que podem causar dor e coceira. A coordenadora da Sesa, Ana Cabral, disse que "a principal forma de transmissão é o contato direto com as lesões na pele".

A nota técnica atualizada em 6 de novembro orienta procurar a unidade básica de saúde mais próxima ao notar lesões ou sintomas na pele, manter isolamento até a cicatrização completa e não compartilhar objetos pessoais.

Vacinação

O Ministério da Saúde autorizou até 20 mil doses em 5 de novembro. No Ceará, a vacina Jynneos é usada na profilaxia pós-exposição para pessoas de 18 a 49 anos, preferencialmente até quatro dias após o contato, nas UBS e com avaliação epidemiológica. A estratégia nacional prioriza pessoas com HIV e CD4 abaixo de 100 células/mm³, com duas doses com intervalo de 28 dias.