Parte da marquise de um prédio onde funcionava uma agência da Caixa Econômica Federal desabou na madrugada desta sexta-feira (6), no bairro Aldeota, em Fortaleza. O acidente ocorreu por volta das 4h, em um edifício entre as ruas Barão de Studart e Dom Expedito Lopes. Segundo o G1 Ceará, não há registro de vítimas.

Prédio desativado e alvo de invasões

A agência está desativada desde maio de 2023. Moradores ouvidos pelo G1 relatam que o imóvel é alvo de invasões, furtos e depredações. Um morador disse que o barulho da queda foi alto e relatou medo de que o local se torne uma região degradada, citando brigas e ameaças com faca a moradores. Outra testemunha afirmou que a polícia já foi ao local após denúncias, mas que as pessoas voltam depois que os agentes saem. De acordo com a apuração da TV Verdes Mares citada pela reportagem, havia vigilância no prédio, mas os dois seguranças teriam sido ameaçados e expulsos.

Presos e posição dos órgãos

A Secretaria da Segurança Pública informou ter prendido dois homens, de 34 e 47 anos, suspeitos de furtar material do prédio. Câmeras flagraram a dupla retirando pedaços de alumínio do imóvel; foram apreendidos um carrinho de supermercado e cinco pedaços do metal. Eles responderão por furto qualificado. A pasta não informou se o material furtado sustentava a marquise nem se há relação com o colapso.

A Caixa informou que o imóvel era alugado. A Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) disse que fiscalizou o local e autuou o proprietário por falta de fechamento e conservação, infração grave segundo o Código da Cidade (Lei Complementar nº 270/2019). O proprietário já havia sido autuado em setembro por irregularidades na calçada. O G1 não traz posicionamento do proprietário.

Defesa Civil já monitorava o local

A Defesa Civil de Fortaleza (DCFor) informou que, em 29 de outubro, atendeu a uma ocorrência de risco de desabamento no mesmo endereço: prédio comercial em aparente abandono, sem portas e janelas e com partes da estrutura se desprendendo. O perímetro foi isolado com fita zebrada. Na manhã de sexta, uma equipe fez nova vistoria e o proprietário foi notificado a fazer as obras necessárias para eliminar os riscos. A Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) bloqueou uma faixa da Rua Dom Expedito Lopes, parte da qual ficou ocupada por material caído.