Um prédio de quatro andares desabou no início da noite desta sexta-feira (6), na Rua Maria Joaquina, no Brás, região comercial no centro de São Paulo. O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado às 18h38 e, segundo os veículos que acompanharam a ocorrência, foi mobilizado com dezenas de agentes e viaturas para buscar possíveis vítimas entre os escombros. Os números de feridos e de pessoas no local variam entre as fontes, e a causa ainda não foi confirmada oficialmente.
O que se sabe até agora
- Local: Rua Maria Joaquina, Brás, zona central de São Paulo, área conhecida pelo comércio popular de roupas e tecidos.
- Imóvel: edifício de quatro andares. Segundo a Brasil 247, funcionava ali um depósito de tecidos; o SBT News diz que o local abrigava uma loja de roupas.
- Horário: um morador ouvido pela Brasil 247 afirmou que a queda ocorreu por volta das 18h30; os bombeiros registraram o chamado às 18h38.
- Resposta: o ND Mais informa 48 bombeiros e 16 viaturas no início da operação; a Brasil 247 fala em 51 agentes e 17 viaturas; o SBT News cita 72 bombeiros no local mais tarde. A diferença provavelmente reflete reforços ao longo da noite, mas as fontes não detalham isso.
- Trânsito: segundo a Brasil 247, a CET fechou a Rua Maria Joaquina e vias próximas, entre elas trechos das ruas Joli, Mendes Júnior, Xavantes e Oriente.
Vítimas: números divergem
Não houve confirmação de mortes nos textos consultados, mas os números de pessoas no prédio mudam de uma fonte para outra:
- O ND Mais, com base em informação preliminar da Polícia Militar, fala em 25 pessoas no local e 17 retiradas com ferimentos leves.
- O SBT News, citando a Prefeitura de São Paulo, diz que 27 pessoas estavam no prédio e que quatro foram levadas à UPA da Mooca com escoriações.
- A Brasil 247 relata 35 pessoas no edifício: 27 resgatadas pelos bombeiros e outras oito que saíram por conta própria. Quatro feridos foram levados à UPA da Mooca, em estado estável, segundo o veículo. Cerca de 20 pessoas teriam se abrigado em uma sala cuja laje não foi atingida.
Segundo o SBT News, um cão farejador indicou algo nos escombros, mas os bombeiros não confirmaram se havia uma pessoa. Equipes seguiam nas buscas para garantir que ninguém ficou soterrado. A capitã Karol Magalhães, do Corpo de Bombeiros, disse, segundo a Brasil 247, que a prioridade era localizar e retirar possíveis vítimas, e que os documentos e as condições de segurança do prédio seriam verificados depois. Os bombeiros usaram o protocolo de triagem START, com lonas coloridas para classificar a gravidade dos feridos.
A causa ainda é hipótese
A causa não foi confirmada. Segundo o SBT News, a Polícia Civil informou que a estrutura não suportou o peso da carga, e testemunhas disseram que o desabamento ocorreu enquanto trabalhadores descarregavam um caminhão com rolos de tecido e levavam o material aos dois andares superiores. A Brasil 247 cita como hipótese inicial o excesso de peso do tecido armazenado, possivelmente no mezanino, e afirma que a investigação deve examinar também se o prédio tinha o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Nenhum dos textos consultados nomeia o proprietário ou os responsáveis pelo imóvel, e não há acusação formal contra ninguém.
Um trabalhador identificado como Felipe contou à Brasil 247 que estava no último andar quando a estrutura começou a ceder e que saiu empurrando o material que caía. Uma moradora, Claudneia, disse ao mesmo veículo que, a princípio, achou que um caminhão tinha batido em uma construção, até a filha avisar que a loja havia caído.
O que vem a seguir
Terminadas as buscas, a perícia e a Polícia Civil devem apurar o que causou o colapso, incluindo carga, estrutura e documentação do imóvel. A cobertura está em andamento e os números podem mudar quando os órgãos oficiais divulgarem balanço. Esta matéria será atualizada conforme novas informações forem confirmadas.



