A Cedae concluiu na noite de terça-feira (3) a manutenção anual preventiva do Sistema Guandu, que abastece cerca de 9 milhões de pessoas no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense. Mesmo com o serviço encerrado antes do previsto, o fornecimento de água voltou de forma gradual e, segundo as concessionárias, a normalização total pode levar 72 horas ou mais.
O que aconteceu
Os trabalhos começaram às 4h de terça-feira e terminaram às 23h30 do mesmo dia, quando a previsão era de conclusão apenas na madrugada de quarta-feira (4), às 4h. Segundo reportagem da Agência O Globo, no início da manhã de quarta a Cedae informava que a produção de água seguia paralisada, à espera do aval das concessionárias responsáveis pela distribuição.
De acordo com o Correio da Manhã, Iguá e Rio+Saneamento já tinham autorizado a retomada. A Águas do Rio ainda finalizava 92 serviços que executou aproveitando a paralisação. O jornal informa que a produção foi religada com cerca de 40% da capacidade, o que explica a recuperação lenta, e que a normalização completa é esperada até sexta-feira (6).
Versões diferentes sobre o momento da retomada
Os relatos divergem em um ponto. A Cedae, citada pela Agência O Globo, falava em produção ainda paralisada na manhã de quarta. Já a Águas do Rio afirma, em comunicado, que parte das regiões teve o abastecimento retomado durante a madrugada e que a distribuição também começou a ser restabelecida na Capital.
Municípios e bairros
O Sistema Guandu atende o Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. A Águas do Rio atende sete cidades da Baixada e bairros do Centro e das zonas Sul e Norte da capital.
Na Capital, a empresa diz que a área abastecida pela adutora da Praça Seca é exceção: ali está sendo instalado um macromedidor, equipamento que mede o volume transportado por uma adutora até partes da Zona Norte, e cujo conjunto de válvulas permite isolar o trecho e retomar integralmente o Sistema Guandu. Nas demais áreas, o retorno gradual está previsto a partir do fim da tarde de quarta-feira.
A empresa listou 54 bairros nessa situação, entre eles Abolição, Benfica, Cachambi, Cascadura, Complexo do Alemão, Engenho de Dentro, Irajá, Madureira, Mangueira, Maracanã, Méier, Olaria, Penha Circular, São Cristóvão, Vila da Penha, Vila Valqueire e Vista Alegre. Áreas elevadas e pontas de rede podem demorar mais.
Orientações aos moradores
A Águas do Rio pede que a água de cisternas e caixas d'água seja usada apenas em atividades essenciais e que tarefas de alto consumo sejam adiadas até a normalização. Caminhões-pipa estão sendo priorizados para hospitais e unidades de urgência e emergência. O atendimento da concessionária é pelo 0800 195 0 195, também por WhatsApp. Reclamações podem ser levadas à agência reguladora Agenersa (0800 024 9040).
Por que a manutenção é feita agora
A paralisação anual é feita antes do verão, período de maior demanda por água, para revisar equipamentos da estação de tratamento. Nos últimos anos, a parada ocorreu em novembro (dia 16 em 2023, dia 26 em 2024 e dia 25 em 2025).



