O nome de Lucas Portela passou a ser muito buscado depois da prisão de Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, identificado como lutador de jiu-jítsu. Ele foi preso no Rio de Janeiro, suspeito de agredir vizinhas em um prédio na zona norte da cidade, na madrugada de quinta-feira (5/11/2026). A informação é do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil, segundo as reportagens consultadas. Ele é apenas investigado e, até aqui, não foi condenado.
O que aconteceu
Segundo a Agência Brasil, que cita o MPRJ e o registro policial, o homem teria invadido o apartamento de uma vizinha e ameaçado de morte moradores do prédio, que desceram à portaria para pedir ajuda. Outra moradora, ao ouvir os gritos, foi ao andar e o encontrou no elevador, onde teria sido agredida com mata-leão, socos, cotoveladas e chutes. Ela ficou gravemente ferida, fugiu e foi levada pelos bombeiros ao Hospital Municipal Souza Aguiar. Em seguida, ele teria entrado em outro apartamento e agredido mais uma moradora, que foi hospitalizada com traumatismo craniano.
As reportagens divergem em detalhes: algumas falam em duas vítimas, outras em três, e há idades diferentes citadas para uma delas. O delegado Álvaro Gomes, da 18ª DP (Tijuca), afirmou, segundo o TNH1, que as câmeras do prédio registraram cerca de três minutos de agressões no elevador, com mais de 30 golpes.
Prisão e acusações
Policiais militares e guardas municipais foram acionados. De acordo com o registro policial, o lutador reagiu, tentou pegar a arma de um policial e foi atingido por um tiro na perna. Foi levado ao hospital e depois ao presídio de Benfica. Segundo a Tribuna do Sertão, ele chegou a ser preso em flagrante e liberado por falta de informações essenciais; depois, a Justiça autorizou a prisão temporária, cumprida na sexta-feira (6/11).
A Polícia Civil informou que ele responde por tentativa de feminicídio, ameaça, invasão de domicílio, lesão corporal e resistência. Para pedir a prisão, o MPRJ apontou risco à investigação e à segurança das vítimas, a gravidade do caso e o fato de agressor e vítimas serem vizinhos. A audiência de custódia estava marcada para sábado (7/11); o resultado não constava na reportagem da Agência Brasil.
O que ele disse
Segundo o delegado, o lutador afirmou não se lembrar das agressões e disse recordar apenas de ter sido algemado na portaria. Ele mencionou ter usado anabolizantes e antidepressivos, e, de acordo com o relato policial, não foram feitos exames toxicológico ou de alcoolemia. Até a publicação das matérias, ele não havia apresentado advogado à polícia, e o processo corre sob sigilo. O Tendência News não localizou manifestação da defesa.
O que se sabe sobre a carreira
As reportagens o identificam como lutador de jiu-jítsu, mas não trazem títulos, equipe ou trajetória esportiva. A polícia, segundo o delegado, apura relatos de comportamento agressivo em academias, o que ainda não define um perfil. Um funcionário do prédio o descreveu à polícia como de "perfil problemático". O advogado do condomínio disse que não havia ocorrências anteriores dele no local, e o condomínio avalia uma ação para retirá-lo do imóvel.
O que vem a seguir
O caso segue em investigação e sob sigilo judicial. Cabe à Justiça decidir sobre a manutenção da prisão e, se houver denúncia, sobre o processo. O texto será atualizado se houver nova informação oficial ou manifestação da defesa.



