Seis unidades da federação definiram seus governadores no segundo turno de domingo (25): Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. Os números abaixo são parciais, da apuração divulgada na noite de domingo, e podem variar até a totalização final do TSE.
Quem aparecia eleito
Segundo a parcial das 21h33 do jornal O Povo, estavam matematicamente definidos:
- Acre: Mailza Assis (PP), 66,17%, contra Alan Rick (Republicanos), 33,83%.
- Amazonas: Omar Aziz (PSD), 60,07%, contra a professora Maria do Carmo (PL), 39,93%.
- Distrito Federal: Celina Leão (PP), 57,21%.
- Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos), 52,01%, contra Ricardo Ferraço (MDB), 47,99%. No primeiro turno, Pazolini teve 49,65% e Ferraço, 34,06%.
- Tocantins: Vicentinho Júnior (PSDB), 64,02%, contra a professora Dorinha (União), 35,98%.
O blog ao vivo da Bloomberg Línea, em parcial um pouco posterior, trazia percentuais próximos, mas não idênticos (Amazonas com 60,23%, Tocantins com 63,95%, Distrito Federal com 57,24% e Acre com 66,18%). A diferença reflete o momento de cada captura da apuração.
Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, O Povo registrava Cadu de Lula (PT) com 50,77% e Allyson Silva (União) com 49,23%, uma diferença de 1,54 ponto percentual. A reportagem diz que ele "é eleito", mas, diferentemente dos outros estados, não afirma que o resultado estivesse matematicamente definido. No primeiro turno, Allyson (36,94%) e Cadu (36,16%) estavam separados por menos de um ponto.
E o Rio de Janeiro?
O estado do Rio não teve segundo turno para governador. Pelo O Povo, Douglas Ruas (PL) foi confirmado governador em 10 de outubro, depois de o Tribunal Superior Eleitoral anular os 274.411 votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu com a candidatura indeferida, e de os votos serem retotalizados. Antes da anulação, Ruas tinha 49,27% e Eduardo Paes (PSD), 42,76%, o que levaria a disputa ao segundo turno; com a nova conta, Ruas passou a 50,88% dos votos válidos.
No Paraná, segundo o Exame, Sergio Moro (PL) foi eleito já no primeiro turno, com 50,10% dos votos válidos.
Análise
Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.
O mapa dos governos estaduais mostra um quadro pulverizado, com PP, PSD, Republicanos, PSDB, PL e PT dividindo as vitórias, o que reforça a importância de governadores cobrarem responsabilidade fiscal e transparência independentemente do partido: são eles que administram segurança, saúde e dívidas estaduais. O caso do Rio é um lembrete de que a Justiça Eleitoral, ao anular votos de candidato com registro indeferido, aplica uma regra que existe para dar segurança jurídica ao resultado; o ideal é que essas definições ocorram antes da votação, e não depois, para que a vontade do eleitor não seja alterada na apuração.