O italiano Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, não ganhou só um campeonato no GP do México, em 1º de novembro. Ele mexeu em dois livros de recordes ao mesmo tempo: virou o campeão mais jovem da história da Fórmula 1 e acabou com um jejum de 73 anos sem títulos de pilotos italianos. Para quem acompanha o minuto a minuto da corrida, o resumo está em nossa matéria sobre o GP. Aqui, a conta dos números históricos.

O recorde de idade

Segundo a CNN Brasil, Antonelli tinha 20 anos e 68 dias quando o terceiro lugar no Autódromo Hermanos Rodríguez lhe deu o título. Ele nasceu em 25 de agosto de 2006. Com isso, pulverizou o recorde de Sebastian Vettel, o tetracampeão, por mais de três anos, de acordo com a mesma reportagem.

A CNN Brasil lembra que o próprio Vettel já havia dito, em entrevistas, que ficaria feliz de ver o jovem italiano tomar o seu recorde, lembrando que marcas existem para ser quebradas e que a categoria precisa dessa renovação de talentos. Foi a elegância de quem sabia que o dia ia chegar.

O fim do tabu italiano

O último título de um italiano era de Alberto Ascari, pela Ferrari, em 1953, segundo a CNN Brasil. Ascari tinha vencido também em 1952, como lembra a Autosport. Antonelli é apenas o terceiro italiano a ser campeão mundial na história da categoria. Foram 73 anos de espera, tempo suficiente para a Itália ver gerações inteiras de torcedores da Ferrari crescerem sem uma taça pessoal para chamar de sua.

Da vaga de Hamilton ao topo

A trajetória foi rápida. A Mercedes promoveu Antonelli à F1 depois de uma única temporada na F2, em parte porque Lewis Hamilton deixou a equipe rumo à Ferrari. O italiano estreou aos 18 anos, em 2025, na vaga do heptacampeão.

O primeiro ano foi de altos e baixos. A Autosport descreve uma temporada agressiva e sujeita a erros, com um momento ruim em Spa, onde uma nova configuração da suspensão traseira tirou a sensação de pilotagem. Ele se recuperou ao longo do restante do ano.

Em 2026, com os carros novos e a exigência maior de gestão de energia, Antonelli se adaptou bem, segundo a revista, que atribui parte do avanço ao trabalho pesado no simulador e às lições de 2025 (a avaliação é de Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes). Entre os destaques estão a vitória em Mônaco, largando da pole, e a de Monza, vinda do 19º lugar no grid depois de punições. A CNN Brasil também cita a vitória no GP da Itália como triunfo histórico. Na reta final, ele venceu em Austin (EUA), a uma etapa de aposentar a matemática do campeonato.

Antes da corrida no México, reportagens apontavam 365 pontos para ele, 123 a mais que o companheiro George Russell, segundo colocado. Para ser campeão ali, bastava terminar entre os nove primeiros. Ele fez bem mais do que isso e subiu ao pódio.

Ainda falta polir

A Autosport lembra que o título não faz dele um gênio acabado: o italiano ainda ultrapassa limites de pista com frequência e teve erros e toques ocasionais. A revista avalia que é cedo para colocá-lo entre os grandes da história e que o auge competitivo dele pode estar bem à frente.

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, passou boa parte do ano tentando segurar a empolgação. Segundo a CNN Brasil, ele disse que não gosta de ler comparações entre Antonelli e Ayrton Senna, porque o piloto tem 19 anos (idade na época da declaração).

O que vem agora

O campeonato de pilotos está resolvido, mas a temporada tem mais quatro corridas. A próxima é o GP de São Paulo, em Interlagos, no fim de semana de 6 a 8 de novembro. Veja horário e onde assistir.