Com a morte de Tinto Brass, aos 93 anos, o público volta a perguntar por onde começar na obra do diretor italiano. Este guia reúne os títulos citados pela imprensa na cobertura da morte, em ordem cronológica, com o que cada um representa. Os filmes têm conteúdo adulto e classificação etária restrita; a disponibilidade em streaming ou cinema não foi confirmada pelas fontes consultadas, então vale checar nas plataformas.

Os primeiros anos (anos 1960)

  • Quem Trabalha Está Perdido (Chi lavora è perduto, 1963): a estreia na direção, retrato irreverente da juventude italiana, que também enfrentou problemas com a censura, segundo a VEJA.
  • Col cuore in gola (1967): ganhou cópia restaurada em 4K, exibida na abertura da programação do Festival de Veneza em setembro de 2026, de acordo com o Omelete.

Fase experimental (final dos anos 1960 e início dos 70)

  • O Uivo (1968) e Os Desajustados do Amor (1970): obras experimentais, citadas pela VEJA como parte da fase anterior à guinada para o erotismo.

A virada erótica e o auge internacional

  • Salão Kitty (1975): ambientado num bordel de luxo na Berlim nazista, com Helmut Berger no elenco, segundo a CNN Brasil. Deu projeção internacional ao diretor e chamou a atenção de Bob Guccione.
  • Calígula (1979): o mais famoso e mais polêmico, com Malcolm McDowell, Helen Mirren, Peter O'Toole e John Gielgud. Enfrentou censura e disputas de autoria entre Brass, o roteirista Gore Vidal e o produtor Guccione, conforme a CNN Brasil, citando a Variety.

O erotismo como assinatura

  • A Chave (1983)
  • Miranda (1985)
  • Capriccio (1987)
  • Paprika (1991)
  • Todas as Mulheres Fazem (1992), inspirado na ópera "Così fan tutte", de Mozart
  • Monella (1998)

Todos citados pelo Omelete e pela VEJA como marcos da fase em que o diretor investiu em fantasias, personagens femininas desinibidas e humor provocativo.

Um cineasta de opiniões divididas

Para a VEJA, a obra expõe contradições: Brass defendia a liberdade sexual, mas privilegiava o olhar masculino sobre o corpo feminino. A mesma reportagem lembra que, por trás da fama de provocador, havia um realizador de ambições estéticas mais amplas. Quem quiser conhecer essa face pode começar pelos títulos dos anos 1960.