Phantom Blade Zero, jogo de ação de inspiração wuxia da chinesa S-Game, chega ao PS5 e ao PC nesta semana. Com o embargo de análises encerrado, o site brasileiro Critical Hits publicou seu veredito: o jogo "vale a pena" para quem gosta do gênero, com um dos melhores sistemas de combate do ano e algumas arestas no resto. O texto abaixo resume o que o site observou; o Tendência News não testou o jogo e não há, nas fontes lidas, uma nota numérica.
A história
O jogador controla Soul, que é incriminado pelo assassinato do próprio líder e traído por quem lutava ao seu lado. Ele morre em um duelo com Zuo Shang, amigo de infância, mas é trazido de volta por uma curandeira conhecida como Escultora de Carne, com uma condição: terá exatamente 66 dias de vida. A saída é achar uma cura em meio à conspiração que, segundo o jogo, ameaça todo o Wulin.
O combate
Para o Critical Hits, o combate é o ponto alto. O revisor o coloca ao lado do de Onimusha Way of the Sword, mas com ritmo mais acelerado, em que se alterna entre ataque e deflexão, principalmente contra chefes. O centro do sistema é o Sha-Chi, uma barra que funciona como stamina: ataques comuns não gastam nada, enquanto golpes pesados e a defesa consomem parte dela. Acertar uma aparada no tempo certo evita a perda e ainda reduz a barra do inimigo, que, ao zerar, fica atordoado.
É possível equipar duas armas principais e duas Armas Fantasma e alternar entre elas, inclusive no meio de um combo. Há apenas três categorias de arma (espada simples, empunhadura dupla e duas mãos), mas, segundo a análise, cada arma nova muda o conjunto de golpes e a lógica de uso. Também é possível desfazer upgrades de armas e da árvore de habilidades, o que, de acordo com o site, estimula a experimentação.
Exploração e chefes
O jogo não é de mundo aberto, mas também não é totalmente linear. Os Sinos da Garça fazem o papel de fogueiras, com cura, viagem rápida e loja. O Critical Hits elogia os chefes principais de cada mapa, mas critica a duração: alguns são "esponjas de dano" com duas ou mais fases longas, e o jogo oferece um checkpoint na segunda fase para amenizar a repetição.
Os problemas apontados
- Os inimigos comuns são variados no início, mas ficam repetitivos, e como não renascem, mapas revisitados ficam vazios.
- Não há opção para remapear os controles, o que o revisor sentiu falta, por exemplo, ao usar o R1 para esquivar.
- Nos diálogos fora das cenas há pausas longas entre falas.
Visual, som e desempenho
O jogo usa a Unreal Engine e mistura arquitetura tradicional com maquinário industrial. A trilha segue um caminho clássico, com influência da música tradicional chinesa, e ganha batidas eletrônicas e guitarras nas lutas contra chefes. A dublagem é em inglês e chinês. No PS5, o revisor jogou no modo Equilibrado sem problemas. Em contraste, na prévia em PC feita antes do lançamento, o mesmo site relatou micro-stutters constantes, e as impressões do Canaltech, em sessão de cerca de 20 minutos, destacaram os gráficos e as animações, sem concluir sobre duração.
Veredito do site
Para o Critical Hits, os acertos "pesam muito mais" que as falhas. A análise resume que o jogo entrega um dos melhores combates do ano, com chefes e armas marcantes, mas tropeça nos inimigos comuns e em chefes longos demais. Para saber data, preço e edições, veja nossa matéria de serviço.