Hyrule está em festa, e desta vez nem precisou tocar a Canção do Tempo. O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, lançado em 5 de novembro de 2026 e exclusivo do Nintendo Switch 2, chegou com nota de crítica quase de gabarito e, como mostramos na matéria sobre o ranking de usuários, também com a torcida do público a favor. Aqui vai o outro lado da moeda: o que os críticos de fato disseram, onde eles torceram o nariz e como o remake se compara ao original de 1998.

Os números da crítica

No Metacritic, o remake marca 96, com 83 análises de críticos até 4 de novembro, todas positivas, segundo contagem do site dlcompare (o número muda conforme entram novas análises). No OpenCritic, a média dos Top Critics também é 96, com 100% de recomendação. Com isso, o jogo é o mais bem avaliado de 2026 nos dois agregadores e aparece perto do 24º lugar na lista de melhores jogos de todos os tempos do Metacritic, posição que varia de uma fonte para outra (a Nintendo Life, por exemplo, citou o 27º).

Para comparar: o original de Nintendo 64, de 1998, tem 99, a maior nota da história do Metacritic, e Ocarina of Time 3D, de 2011, tem 94. Ou seja, o remake fica três pontinhos abaixo do clássico, o que, convenhamos, é perder para a lenda sem passar vergonha.

A nota da Famitsu: 37 de 40

A revista japonesa Famitsu deu 37/40 (9, 9, 9 e 10 dos quatro avaliadores), em edição divulgada em 4 de novembro, dias antes do lançamento. Os avaliadores elogiaram a câmera suave, os controles melhorados, o ritmo da aventura e os gráficos refeitos. A ressalva ficou por conta da simplicidade: o jogo é "relativamente simples" perto de muitos títulos modernos, e há momentos em que o jogador pode não saber o que fazer em seguida.

A nota repete a que a revista deu à versão de 3DS e fica três pontos abaixo do 40/40 do original, que foi o primeiro jogo a cravar a nota máxima na Famitsu.

Quem deu nota máxima e quem pegou leve

Segundo a compilação do dlcompare, GamesRadar+, Eurogamer, VGC, Destructoid, TheGamer, NME e Dexerto deram a pontuação máxima. A VGC chamou o remake de "a forma definitiva de descobrir ou redescobrir" o jogo, e a Destructoid o classificou como "imperdível" (a must-play).

Nem todo mundo saiu da Floresta Kokiri aos pulinhos de alegria:

  • IGN (9/10): elogia a remasterização, mas diz que o design de masmorras simplificado tira um pouco da sensação especial de resolvê-las.
  • RPG Site (8/10): enxerga o remake como pensado sobretudo para quem nunca jogou, e considera que ele cumpre esse objetivo.

O que mudou em relação ao original

De acordo com a mesma compilação, o remake reconstrói Hyrule com ambientes e modelos de personagem renovados, não é só uma versão do jogo antigo com verniz novo. Entre as mudanças citadas:

  • câmera e sistema de movimento reformulados, e o Link ganhou um pulo manual;
  • cutscenes com dublagem completa, diálogos ampliados e trilha orquestral;
  • ocarina jogável: dá para cantarolar ou tocar as melodias no microfone do console, e o jogo aceita instrumentos reais, com controles tradicionais ainda disponíveis;
  • viagem rápida removida de propósito, e interface que pode ser desativada por completo.

Ou seja, a famosa caminhada pelo campo de Hyrule continua sendo uma caminhada. Quem queria teletransporte vai ter de usar a ocarina de verdade.

Preço e disponibilidade

O jogo custa US$ 59,99 na versão digital e US$ 69,99 na física, de acordo com o dlcompare. No Brasil, a procura pela edição de Zelda foi tão grande que o console comemorativo esgotou, como contamos aqui. Já a curiosidade de quem quer ver o remake fora do console apareceu nesta matéria sobre o emulador no PC, que traz o que se sabe e o que ainda não foi confirmado.

E agora?

As notas de usuários do Metacritic costumam oscilar nos primeiros dias, e o placar da crítica ainda pode se mexer conforme entrem novas análises. Por ora, o saldo é simples: quase três décadas depois, o garoto do tempo continua com a espada afiada e a crítica, rendida.