O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu esclarecimentos ao Corinthians sobre a possível rescisão do contrato com a OneFan, empresa que cuida do programa Fiel Torcedor, do aplicativo Universo SCCP e da operação de bilheteria do clube. Segundo o Meu Timão, o órgão aponta risco de gestão temerária caso o rompimento avance sem cautela. A reportagem original não pôde ser acessada integralmente por este site; os detalhes abaixo vêm de veículos que acompanham o caso. O Corinthians não se manifestou nos textos consultados.

O que o MP-SP cobra

De acordo com o Meu Timão, o caso é conduzido pelo promotor Cássio Roberto Conserino, que já atua em apurações sobre a gestão do clube. A preocupação é que uma saída da OneFan possa gerar multa e custos relevantes e ser enquadrada como gestão temerária, conceito previsto na Lei Geral do Esporte. O Ministério Público não decidiu nada sobre o tema: por ora, pede explicações.

Como começou a disputa

Na sexta-feira, 30 de outubro, a OneFan enviou uma notificação extrajudicial ao presidente Osmar Stabile e ao presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, segundo a Central do Timão. A empresa afirma que o rompimento antecipado seria irregular e que soube pela imprensa das conversas do clube com uma concorrente.

Segundo a notificação, a OneFan sustenta que:

  • tem exclusividade contratual até 2032;
  • uma rescisão exigiria aviso prévio de 12 meses;
  • seria devida multa equivalente a dez vezes a média mensal da receita bruta da marca, mais a devolução proporcional das luvas;
  • o clube tem valores atrasados com a empresa, como reembolso de pessoal e operação de jogos.

A multa foi estimada em R$ 30 milhões pelo ge.globo, conforme a Central do Timão; outro veículo chegou a falar em R$ 40 milhões, e a diferença de números não foi esclarecida. A atual diretoria avalia que os valores seriam menores.

A negociação com a Fever

O pano de fundo é a negociação do clube com a Fever, empresa de origem espanhola de venda de ingressos e experiências. Segundo a notificação da OneFan, o contrato teria 15 anos, adiantamento de R$ 50 milhões e linhas de antecipação de recebíveis de até R$ 250 milhões. Esses números constam da notificação e não foram confirmados de forma independente nem pelo clube. A Central do Timão informou, em 2 de novembro, que o processo de assinatura estava encaminhado, e que o dinheiro poderia ajudar a quitar débitos como direitos de imagem atrasados de jogadores.

Há ainda, segundo a imprensa, divisão interna: uma ala da diretoria defenderia a disputa judicial, outra preferiria negociar diretamente com a OneFan.

Contexto

A OneFan chegou ao Corinthians em 2023, na gestão de Duílio Monteiro Alves. O MP-SP também investiga acordos firmados naquele período e, em outra frente, pediu intervenção judicial no clube por causa da aprovação das contas de 2025, pedido que segue pendente na Justiça.

O que vem a seguir

Estão em aberto a resposta do clube ao Ministério Público, a assinatura (ou não) do contrato com a Fever e uma possível ação judicial da OneFan, que ameaçou recorrer à Justiça. O Tendência News acompanha o caso.