O segundo turno de 2026 dividiu o mapa do país quase ao meio em número de estados, embora Lula (PT) tenha vencido a soma nacional. Segundo o g1, com base nos dados do TSE com 100% das seções apuradas, Lula foi o mais votado em 13 estados e Flávio Bolsonaro (PL), em outros 13 e no Distrito Federal. Nacionalmente, Lula teve 64.256.232 votos (51,79% dos válidos) e Flávio, 59.826.041 (48,21%).

Como lembra o g1, a Presidência é definida pela soma dos votos válidos no Brasil e no exterior, e não pelo número de estados ou municípios vencidos.

Onde cada um venceu

Lula: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Flávio: Acre, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal.

Regiões

O Nordeste foi a única região em que Lula venceu em todos os estados. O maior percentual do petista foi no Piauí, com 75,88% dos votos válidos, seguido pela Bahia, com 71,31%. No Ceará, ele venceu em todos os 184 municípios, com 68,93% dos votos válidos, segundo o g1.

Flávio venceu nos três estados do Sul, nos três do Centro-Oeste e no DF. Seu maior percentual foi em Roraima: 72,46%. O Norte foi a região mais dividida: quatro estados com Flávio e três com Lula. No Sudeste, Flávio levou São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e Lula ficou com Minas Gerais.

Os resultados mais apertados

  • Minas Gerais: a menor diferença entre os estados — Lula 50,43% x Flávio 49,57%, 0,86 ponto percentual.
  • Tocantins: Flávio venceu com 51,37% contra 48,63%, diferença de 2,74 pontos.

Entre as cidades, o g1 contou 212 em que o candidato mais votado mudou do primeiro para o segundo turno com apuração concluída: Lula ultrapassou Flávio em 211, e Flávio fez o caminho inverso em uma, Uirapuru (GO). Minas Gerais concentrou 76 viradas. A menor margem foi em Apiacá (ES), onde Lula teve 50,01% e Flávio, 49,99%.

Mais votos nos dois lados

Entre os turnos, Lula ganhou 10.376.694 votos e Flávio, 3.721.538, segundo o g1. A abstenção caiu de 21,08% para 19,21% (30 milhões de ausentes, a menor desde 2006), e os votos brancos e nulos somaram 1,12% e 2,12%, respectivamente.

Análise

Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.

O mapa mostra um país em que as preferências se dividem por região, o que torna ainda mais importante que o governo eleito governe para todos, e não só para a base que o elegeu. Uma margem de 51,79% a 48,21% é uma vitória legítima e também um recado de que quase metade do eleitorado quer outra direção.

Para um quarto mandato, os desafios apontados pela própria cobertura — contas públicas pressionadas depois de ampliar benefícios durante a campanha e uma oposição forte no Congresso — pedem responsabilidade fiscal, transparência e respeito aos limites institucionais. O resultado, confirmado pelo TSE, deve ser respeitado por todos; divergências devem seguir pelos meios legais.