O que está marcado para hoje
Na véspera do segundo turno, a Avenida Paulista, em São Paulo, recebe neste sábado (24) o ato de encerramento da campanha de Lula (PT). Segundo a TMC, a Jovem Pan e a CUT, a concentração começa às 14h perto da Alameda Campinas, e a caminhada sai às 16h em direção às ruas Bela Cintra e Haddock Lobo. A Jovem Pan informa que devem acompanhar o presidente o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e os ex-ministros Fernando Haddad, Marina Silva, Márcio França e Simone Tebet.
De manhã, Lula tem encontro às 9h no Posto 5, em Copacabana, no Rio de Janeiro, com caminhada prevista para as 10h, de acordo com a TMC.
A CUT-SP convoca a "Caminhada da Democracia" e diz haver 242 atos registrados em 202 cidades neste sábado. A própria entidade avisa que a lista é provisória e que muitos horários e endereços não estavam confirmados.
A agenda de Flávio Bolsonaro
Segundo a TMC, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, não está na Paulista hoje. Ele participa de ato do Bloco do 22 às 9h na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, e outro às 14h na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio. Nas reportagens consultadas não havia declaração da campanha de Flávio ou do PL sobre o ato de Lula.
A disputa pela avenida
O Metrópoles ouviu a cientista política Tathiana Chicarino, para quem a Paulista passou a ser "muito mais disputada, não só ocupada" desde 2013, e as duas candidaturas buscam ao menos um momento relevante na avenida.
Os dois lados já estiveram lá neste segundo turno:
- Lula: fez ato na Paulista em 11 de outubro, que o Poder360 registrou com 7 quarteirões ocupados. O veículo diz que a equipe de segurança do Planalto não autorizou o uso de drone por ele, por isso não houve estimativa de densidade com imagens aéreas de alta resolução. A campanha de Lula e a Mídia Ninja tiveram autorização.
- Flávio: fez o "Bloquinho 22" em 18 de outubro, convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), com presença confirmada do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), segundo a CartaCapital. O Poder360 contou 6 quarteirões ocupados, em três concentrações, e estimou cerca de 76,2 mil apoiadores; a reportagem lida não detalha como esse número foi calculado.
Na ocasião, a CartaCapital relatou que Lula não estaria nos atos daquele domingo e que o PT optara por descentralizar as manifestações, com concentrações em bairros da periferia, como disse o presidente estadual do partido, Kiko Celeguim.
O quadro da disputa
Segundo o Metrópoles, a pesquisa Quaest divulgada em 21 de outubro mostrava Flávio com 45% e Lula com 44%, com margem de erro de 2 pontos percentuais, o que configura empate técnico. Em evento em Guarulhos, Tarcísio pediu que cada apoiador levasse "mais um voto". Aliados de Flávio disseram ao jornal que pesquisas internas o colocam de 4 a 6 pontos à frente; esse dado não foi divulgado com metodologia.
O segundo turno acontece neste domingo, 25 de outubro.
Análise
Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.
Atos de rua nos dois campos mostram a liberdade de reunião e de expressão funcionando: espaços públicos devem estar abertos a qualquer candidatura, sem privilégios e sem vetos de ocasião. A disputa por quarteirões, porém, diz pouco sobre votos. Contagens de público são úteis quando o método é aberto e o acesso para registrar os eventos é igual para a imprensa; a restrição a drones relatada pelo Poder360 em um dos atos dificulta a comparação. A decisão cabe ao eleitor nas urnas, e o papel das instituições eleitorais é garantir que ela seja respeitada, qualquer que seja o resultado.