O canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), chegou a 10 milhões de seguidores na sexta-feira (23), por volta das 17h45, segundo consulta do Poder360, a dois dias do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Como foi o crescimento
De acordo com o Poder360, o canal tinha 6 milhões de seguidores às 20h19 de terça (20) e 7.065.098 às 9h59 de quarta (21): mais de 1 milhão em 13 horas e 40 minutos. Na sexta, Janones fez convocações seguidas: às 16h13 disse que faltavam 300 mil e, às 17h15, 130 mil. "Não parem por favor! Estamos quase lá!", escreveu. A CartaCapital informou que ele "fechou" o canal para novas publicações até a meta ser alcançada. O canal foi criado em 14 de abril, segundo a revista.
Os números variam conforme o veículo e o horário: o Globo citava 8,8 milhões durante a tarde e a CartaCapital, 9,5 milhões.
Ranking dos maiores canais
Levantamento da CartaCapital, feito quando o canal tinha 9,5 milhões, listou os maiores canais do WhatsApp no Brasil:
- Pack de Figurinhas: 15,3 milhões
- Netflix: 9,8 milhões
- Exército do Lula: 9,5 milhões
- g1: 6,1 milhões
- CazéTV: 4,9 milhões
- UOL Flamengo: 4,2 milhões
- Anitta: 4,1 milhões
- TV Globo: 3,5 milhões
- UOL Corinthians: 3,4 milhões
- Canal do Flamengo: 2,7 milhões
Com 10 milhões, o canal teria passado o da Netflix (9,8 milhões na mesma lista), mas os dados são de momentos diferentes e a lista da revista não está em ordem decrescente em todos os itens. O canal rival, "Tropa do Flávio", administrado pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO), tem 2,1 milhões de seguidores, segundo o Poder360.
Para que o canal é usado
Janones usa o espaço para distribuir tarefas, como compartilhar vídeos, produzir memes, fazer pesquisas no Google e impulsionar hashtags no X, o que ele chama de "missões". O canal é alvo de disputa no TSE; sobre a decisão mais recente, veja a liminar que barra nova suspensão sem o plenário.
Seguidores de um canal não equivalem a votos nem a apoio declarado: o número mede inscrições, e não há nas matérias consultadas dado sobre quantos deles são eleitores ativos ou usuários únicos.
Análise
Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.
Mobilização voluntária de eleitores é legítima, e vale para PT e PL. Mas canais com milhões de inscritos e comando centralizado têm peso de veículo de comunicação, e o eleitor ganha com transparência: quem administra, quem financia e se há coordenação com a campanha. Essa é a discussão que o TSE tenta regular, e a resposta deve vir por regras gerais e decisão colegiada, não por medidas contra um lado só.