A arbitragem de Palmeiras x Vasco, pela ida da semifinal da Copa do Brasil, virou o assunto da semana em São Januário. O Palmeiras venceu por 1 a 0, no domingo (1º), no Nubank Parque, e o Vasco foi à CBF reclamar. Na quarta-feira (4), a entidade negou, em nota, que o árbitro Anderson Daronco e o responsável pelo VAR, Rodrigo D'Alonso Ferreira, tenham sido afastados. A volta será no domingo (8), às 17h (de Brasília), em São Januário.
O que a CBF diz
O ge publicou que, em reunião na terça-feira (3) na sede da CBF, no Rio, a entidade teria comunicado ao Vasco e à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) que Daronco e D'Alonso seriam afastados das escalas das próximas rodadas da Série A e da Copa do Brasil. Outros veículos, como o Diário do Centro do Mundo e O Dia, chegaram a noticiar o afastamento "por tempo indeterminado".
A CBF desmentiu. Em nota divulgada à imprensa, afirmou: "Anderson Daronco e Rodrigo D'Alonso Ferreira não foram afastados pela CBF". Segundo a entidade, Daronco apita Avaí x São Bernardo, pela 37ª rodada da Série B, no sábado, em Santa Catarina, e D'Alonso Ferreira atua no domingo em Al-Ain x Al-Wahda, pelo Campeonato Saudita, ao lado de Wilton Pereira Sampaio e Rodrigo Pereira. A CBF diz que essa programação foi enviada com antecedência e que, por isso, os dois não entraram nas escalas. Ambos, segundo a nota, "estarão à disposição para as próximas escalas do futebol nacional, inclusive da Série A". A audiência pública que define a arbitragem da 35ª rodada do Brasileirão será no dia 10 de novembro.
A CBF também nega ter comunicado qualquer afastamento ao Vasco e à Ferj na reunião. O ge afirmou que mantém a apuração. Ou seja: há duas versões, a do que o clube entendeu na reunião e a da CBF, e só a segunda é oficial.
Ainda de acordo com o jornalista Igor Siqueira, no programa De Primeira, do Canal UOL, a comissão de arbitragem da CBF avalia que Daronco acertou ao não marcar pênalti no lance de Alexander Barboza, e que o árbitro e o VAR seguem nos planos para o restante da temporada.
A reunião de mais de cinco horas
Segundo o ge, o encontro durou mais de cinco horas. O Vasco foi representado por Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral, acompanhado de Rubens Lopes e Leonardo Ferraz, presidente e vice da Ferj. Primeiro houve conversa com dirigentes da CBF, entre eles o presidente Samir Xaud, e depois com Sandro Meira Ricci, presidente da Comissão de Arbitragem.
O ge informou ainda que o Vasco teve acesso aos áudios do VAR da partida, que não serão divulgados publicamente, e que o incômodo do clube aumentou depois de ouvi-los. A CBF não comentou o conteúdo dos áudios nas notas citadas pelos veículos consultados.
O que o Vasco contesta
O clube reclama de três pontos principais, segundo o ge e o Metrópoles:
- o pênalti não marcado após a bola tocar a mão de Alexander Barboza dentro da área, em jogada de Lescano;
- a expulsão de Saldivia, que recebeu o segundo cartão amarelo após derrubar Vitor Roque;
- o critério dos cartões amarelos, como a ausência de cartão para Marlon Freitas em falta ainda no primeiro tempo.
Depois do jogo, o diretor Admar Lopes criticou duramente a arbitragem. "Atuação completamente vergonhosa. Pode ter decidido um dos finalistas por um desses erros grotescos", disse. Sobre o VAR, afirmou que "não teve qualquer intervenção" nos "dois lances capitais", o segundo amarelo e o pênalti em Barboza, embora tenha admitido que Daronco "não tinha a melhor visão". O presidente Pedrinho e o jogador Felipe também reclamaram com o árbitro na saída de campo.
Na transmissão e nas redes, a avaliação não foi unânime. O ex-árbitro PC Oliveira, comentarista de arbitragem da Globo, disse que o lance de Barboza deveria ter sido pênalti, segundo reportagens sobre a partida. Já a CBF, como visto, entende que a decisão de campo estava certa.
Como foi o jogo
O gol de Maurício, no primeiro tempo, saiu depois de passe de Marlon Freitas nas costas da defesa e chute cruzado, segundo a CNN Brasil. O Vasco criou pouco, e o lance de Barboza apareceu numa de suas raras chegadas. No segundo tempo, Cuiabano exigiu boa defesa de Carlos Miguel.
O que vem pela frente
A volta é no domingo (8), às 17h (de Brasília), em São Januário. O Palmeiras avança com um empate. O Vasco precisa vencer por dois gols de diferença; uma vitória por um gol leva a decisão aos pênaltis. A CBF escalou Bráulio da Silva Machado para apitar o jogo. A emissora da transmissão da volta não aparecia nas fontes consultadas até a publicação desta matéria.



