O câncer colorretal, também chamado de câncer de intestino, voltou ao noticiário em outubro após a morte da atriz e cantora Lua Blanco, de 39 anos, em 18 de outubro. Segundo o NC News, familiares disseram à imprensa que ela enfrentava um câncer de intestino diagnosticado poucos meses antes. Este texto reúne, de forma informativa, o que as fontes consultadas dizem sobre números, sinais de alerta e rastreamento. Não substitui avaliação médica.

Números estimados pelo INCA

O Instituto Nacional de Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde, estima cerca de 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil entre 2026 e 2028: 26.270 em homens e 27.540 em mulheres, conforme reproduzido pelo NC News. O Jornal de Brasília e o Estado de Minas descrevem o tumor como o terceiro mais frequente do país. Para todos os tipos de câncer, a estimativa do instituto é de cerca de 781 mil casos por ano no período, segundo o Estado de Minas e a Forbes Brasil.

Possíveis sinais de alerta

Nas fases iniciais, o câncer colorretal muitas vezes não causa sintomas. Entre os sinais citados pelas reportagens estão sangue nas fezes, mudança persistente no funcionamento do intestino (diarreia ou prisão de ventre), dor ou desconforto abdominal, perda de peso sem causa aparente, anemia e cansaço persistente. O NC News ressalta que sangramento retal não deve ser presumido como hemorroida sem avaliação médica. Quem tem esses sinais deve procurar atendimento.

Rastreamento no SUS

O Ministério da Saúde incluiu na tabela do SUS o teste imunoquímico fecal (FIT), por meio da Portaria SAES/MS nº 4.642, de 6 de agosto de 2026, com inclusão em 10 de agosto, segundo o Poder360. De acordo com a portaria citada pelo veículo, o exame é destinado exclusivamente ao rastreamento, a cada dois anos, de homens e mulheres sem sintomas, de 50 a 75 anos. Não serve para investigar quem já tem sintomas ou suspeita clínica.

O Ministério afirma, segundo o Poder360, que o teste não exige preparo intestinal, é menos invasivo e tem maior adesão, com sensibilidade entre 85% e 92%, e que a colonoscopia é a principal forma de avaliar o intestino. O Estado de Minas explica que um resultado positivo indica necessidade de colonoscopia, enquanto um resultado negativo não descarta lesões, pois detecta apenas sangramento no momento da coleta. Não encontramos nesta apuração a página oficial do INCA ou do Ministério sobre o prazo de oferta nos municípios; consulte a secretaria de saúde local.

Casos em pessoas mais jovens

O NC News afirma que os casos vêm crescendo entre menores de 50 anos, o que preocupa especialistas. A Forbes Brasil, citando estudos internacionais, diz que o aumento do câncer colorretal de início precoce foi observado em várias regiões e que, nesse tipo de tumor, a alta também aparece em estágios avançados, o que indica crescimento real. A reportagem lembra, porém, que o câncer segue relativamente raro nessa faixa etária e que ainda não está claro o papel de fatores como dieta.

Fatores de risco e prevenção

O Jornal de Brasília lista como fatores de risco idade acima de 45 anos, sedentarismo, excesso de gordura corporal, álcool, tabagismo, dieta pobre em fibras e rica em carnes processadas, histórico familiar e doenças inflamatórias intestinais de longa duração. O Estado de Minas cita ainda a remoção de pólipos na colonoscopia como forma de interromper a evolução para câncer e recomenda alimentação rica em fibras, atividade física e peso saudável. Segundo o NC News, o câncer colorretal pode ser curável, especialmente quando detectado cedo.