Tatiana Sampaio é bióloga e pesquisadora da UFRJ e ganhou projeção nacional em 2026 por seu trabalho com a polilaminina, substância experimental estudada para lesões na medula espinhal.
Trajetória
Ela coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, que investiga proteínas da matriz extracelular e o potencial regenerativo da polilaminina. Segundo a Folha/QConcursos, fez graduação em Ciências Biológicas (1986), mestrado (1990) e doutorado (1992) na UFRJ, e entrou como professora na universidade em 1995, por concurso público. A tecnologia, um polímero derivado da proteína laminina, é protegida por patentes registradas no INPI.
Reconhecimento
Em fevereiro de 2026, pesquisa da Hibou apontou a cientista como a mulher pública mais admirada pelos entrevistados, com 22,3% das citações. Ela foi escolhida Mulher do Ano no Woman Awards e foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo com a Comenda Ordem ao Mérito "Domingos Martins".
O que é a polilaminina
A substância é derivada de uma proteína da placenta humana e é aplicada na medula lesionada para estimular a regeneração de nervos. Ainda é experimental, e sua eficácia não está comprovada; parte dos pacientes se recupera sozinha, o que dificulta atribuir melhoras ao tratamento, segundo o Metrópoles. Reportagens citam pacientes que recuperaram movimentos, inclusive em casos graves de tetraplegia.
A polêmica atual
Nesta semana a pesquisadora criticou as restrições da Anvisa ao uso compassivo da substância, e a agência respondeu em nota que o vídeo propaga desinformação e que ainda não há dados de segurança confiáveis. A Cristália, empresa parceira, confirmou nove mortes entre pacientes tratados fora do estudo clínico, mas diz que nenhuma foi ligada ao produto. O Tendência News detalha os argumentos de cada lado em outra reportagem.