Um Boeing 757-200 da Delta Air Lines ingeriu aves nos dois motores logo depois de decolar do Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida, na manhã de 5 de novembro, segundo o site especializado Aeroin. Mesmo assim, a tripulação seguiu viagem até Atlanta e pousou normalmente. Até agora, o caso aparece em uma única fonte consultada pelo Tendência News; a Delta e as autoridades americanas não haviam divulgado, até a publicação, nota sobre o episódio.
O que se sabe sobre o voo
De acordo com o Aeroin, o avião de matrícula N698DL operava o voo DL-1505, de Orlando para Atlanta. A colisão com o bando de aves teria ocorrido durante a rotação e a subida inicial, na pista 35L, por volta das 8h45 (horário local).
O site informa que os pássaros foram ingeridos pelos dois motores, situação tratada na aviação como crítica por seu potencial de causar danos graves e perda de potência.
A decisão da tripulação
Segundo o relato, os pilotos passaram a monitorar os sistemas e o desempenho dos motores e, ao verificar que ambos continuavam entregando potência adequada, decidiram não voltar a Orlando. O avião atingiu cerca de 29 mil pés e manteve voo estável, dentro dos parâmetros de segurança.
O Aeroin explica que esse tipo de decisão leva em conta a resposta dos motores, o risco de danos progressivos e a proximidade do destino, no caso Atlanta, principal hub da Delta. O voo pousou no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson às 10h10, depois de 1 hora e 24 minutos no ar, sem novos incidentes.
Inspeção e o que ainda não foi confirmado
Após o pouso, estava prevista uma inspeção detalhada da aeronave, sobretudo das pás e dos componentes internos dos motores. O resultado dessa checagem, eventuais danos e o tempo em que o avião ficou fora de operação não foram divulgados nas informações disponíveis. Também não há, até aqui, confirmação independente do número do voo, do horário ou do número de passageiros por outros veículos.
Colisões com aves são um risco conhecido
As colisões com aves, os chamados bird strikes, são um risco recorrente na aviação, especialmente na decolagem e no pouso, quando as aeronaves voam a baixa altitude. Na maioria dos casos o avião não sofre danos graves, mas a prática padrão é inspecionar os motores antes de o aparelho voltar a operar. O Tendência News vai atualizar a matéria se a companhia ou os órgãos de segurança aérea publicarem informações adicionais.



