O Autódromo Hermanos Rodríguez, na capital mexicana, recebe neste domingo (1º) o GP do México de Fórmula 1, 19ª etapa da temporada 2026, com Lewis Hamilton largando na pole. É uma pista com personalidade: o ar é rarefeito, a torcida joga dentro de um estádio de beisebol e o nome homenageia dois irmãos que morreram correndo. Vale conhecer o lugar onde tanta coisa pode ser decidida, inclusive o título de Kimi Antonelli.
Os números da pista
Segundo a Wikipédia, o traçado atual de F1 tem 4,304 km e 17 curvas, e o complexo comporta cerca de 110 mil pessoas. O circuito foi inaugurado em 20 de novembro de 1959 no parque Magdalena Mixhuca, e por isso se chamou Autódromo Magdalena Mixhuca nas primeiras décadas.
A altitude é a marca registrada. A Wikipédia fala em 2.238 m; a PlanetF1 cita cerca de 7.000 pés (aproximadamente 2.134 m); outras páginas especializadas chegam a 2.285 m. As medições variam conforme o ponto da pista, mas todas apontam para algo acima de 2.100 metros. O efeito é o ar menos denso: menos arrasto, mas também menos apoio aerodinâmico e mais dificuldade para refrigerar os carros. Em português claro, é pista em que a reta parece infinita e a freada parece curta demais.
Dois irmãos e um nome
O autódromo leva o nome de Ricardo e Pedro Rodríguez. Ricardo morreu em 1962, aos 20 anos, durante um treino para um GP extraoficial de F1 no próprio circuito. Pedro morreu em 1971, em uma corrida fora do México. As fontes consultadas divergem sobre o ano exato em que a pista passou a ter o nome atual (1971 ou 1979), mas ambas concordam que a homenagem é aos dois.
Idas e vindas da F1
O GP do México foi disputado de 1962 a 1970, voltou entre 1986 e 1992 e retornou em 2015, depois de uma reforma projetada por Hermann Tilke. Desde 2021, a prova se chama GP da Cidade do México. Nigel Mansell venceu aqui em 1987 e 1992, e a curva 17 ganhou o nome do britânico na reforma de 2015.
A saída da F1 em 1992 teve relação com segurança, em especial pela Peraltada, a famosa curva inclinada do trecho final, que acabou removida do traçado atual de GP.
O Foro Sol
O trecho final é o cartão-postal. O Foro Sol, estádio de beisebol construído na parte interna da antiga Peraltada depois do GP de 1992, é atravessado pelo traçado, e as arquibancadas lotadas fazem um barulho que vira assunto toda vez que a F1 passa por lá. A Wikipédia informa que o estádio hoje se chama Estadio GNP Seguros (desde 2024) e também recebe shows.
Recorde de volta
O recorde oficial de volta em corrida no traçado atual é de 1min17s774, de Valtteri Bottas (Mercedes), em 2021. Já o tempo mais rápido da história do circuito, não oficial por ter sido feito em classificatório, é de 1min14s758, de Max Verstappen, em 2019. Neste ano, a pole de Hamilton foi de 1min16s514, segundo a CNN Brasil, com Russell a apenas 9 milésimos.
E hoje?
Antonelli, que precisa terminar entre os nove primeiros para ser campeão antecipado, e Gabriel Bortoleto, que largou em 14º, estão em ação por lá. A situação da corrida está no texto sobre a classificação e a pole de Hamilton e no guia de horário e transmissão.



