O octógono ganhou um ringue inesperado neste sábado (7): o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em sua rede social que ofereceu a Dana White, CEO do UFC, o cargo de secretário de imprensa da Casa Branca. Horas depois, uma fonte disse à CNN que White recusou. A Casa Branca e o UFC não tinham se posicionado até a publicação das reportagens consultadas.

O que Trump escreveu

Segundo a transcrição publicada pelo G1, Trump escreveu no Truth Social que tinha o prazer de anunciar que "o grande Dana White, um lutador e guerreiro feroz", recebeu a proposta para o posto. O presidente disse ter pedido que White levasse auxiliares, "mesmo que alguns não sejam do nosso país", e listou seis nomes do mundo das lutas: Islam Makhachev, Khabib Nurmagomedov, Justin Gaethje, Daniel Cormier, Amanda Nunes e Kayla Harris.

Trump justificou dizendo que "precisamos dessas pessoas para nos defender da esquerda lunática" e encerrou com um apelo público: "Dana, por favor, aceite o cargo!". Amanda Nunes, brasileira, é ex-campeã do UFC e considerada uma das maiores lutadoras da história do MMA.

O diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, republicou a mensagem com um "Com certeza! Vai fundo, @DanaWhite!".

Aceitou ou recusou? Os relatos divergem

O G1 informou que, horas depois do anúncio, White publicou no Instagram uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece diante de um púlpito, ao lado da bandeira americana, com a legenda "No próximo capítulo". Para o veículo, a postagem indicava que ele aceitava o convite.

Mais tarde, porém, a CNN Brasil, citando uma fonte, informou que White recusou a oferta. A emissora disse ter procurado a Casa Branca e o UFC e aguardava posicionamento. Ou seja: não há confirmação oficial nem de que ele aceitou nem de que recusou. A postagem de Trump e a resposta de White, na forma de uma imagem, também não equivalem a uma nomeação formal.

As reportagens ainda registram que um assessor teria dito que Trump estava brincando sobre a oferta, embora a publicação tenha sido feita em momento em que o presidente de fato busca alguém para a função.

Por que o cargo está vago

De acordo com a CNN Brasil, Trump segue sem secretário de imprensa depois da saída de Karoline Leavitt, que ficou cerca de um ano e meio no posto e deixou a função em agosto, dizendo que queria passar mais tempo com a família. Neste mês, ela passou a integrar a equipe da Fox News como colaboradora.

A sucessora, Katie Zacharia, durou cinco dias. Ela deu uma única entrevista coletiva, de cerca de 14 minutos, criticada pela condução, e saiu em 16 de outubro, segundo o G1. A CNN Brasil diz que Trump a demitiu; o G1 fala em saída após questionamentos sobre a atuação e as credenciais dela. A reportagem registra que, desde então, integrantes do governo se revezam nas coletivas e que o cargo está vago há 22 dias.

A CNN também lembra que a vaga ficou ainda mais sensível depois que os democratas conquistaram o controle do Congresso e prometeram investigar a administração Trump.

Quem é Dana White nessa história

White comanda o UFC, a maior liga de MMA do mundo, e é um dos aliados mais visíveis de Trump. Segundo a CNN Brasil, ele discursou nas três últimas Convenções Nacionais Republicanas e ajudou o partido a conquistar eleitores homens jovens, segmento considerado fundamental para a volta de Trump à Casa Branca. Em declaração anterior citada pela emissora, Trump disse que White o apresentou a "influenciadores" de que ele nunca tinha ouvido falar.

Trump costuma aparecer em eventos do UFC; a foto que ilustra esta matéria, de domínio público, é do UFC 316, em 2025, quando ele posou com o lutador Merab Dvalishvili.

O que vem a seguir

O próximo passo é uma manifestação oficial da Casa Branca ou do próprio Dana White. Enquanto isso, a vaga de secretário de imprensa segue em aberto e o convite, ao que tudo indica, não vai virar luta de verdade.