O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou a passagem de um tornado por Maringá, no Norte do estado, entre a noite de domingo (1º) e a madrugada de segunda-feira (2 de novembro de 2026). O órgão classificou o fenômeno como F2 na Escala Fujita, categoria em que os ventos ficam entre 180 km/h e 253 km/h, segundo a descrição publicada pelo G1.
O que é um tornado F2
A Escala Fujita mede a intensidade de um tornado pelos danos que ele causa, e vai de F0 a F5. Na categoria F2, os danos são considerados significativos: árvores arrancadas pela raiz, destelhamentos, destruição parcial de edificações e objetos arremessados a grandes distâncias. A classificação é feita depois do evento, a partir da análise dos estragos, e por isso costuma ser divulgada com a ressalva de que é preliminar.
Danos em Maringá
Segundo o G1, os ventos derrubaram árvores, destelharam construções, danificaram a rede elétrica e bloquearam vias. A cobertura do quartel do Corpo de Bombeiros da cidade cedeu, e partes da estrutura atingiram arquivos, móveis e equipamentos. Barracões de fábricas no bairro Parque das Indústrias, um dos mais afetados, tiveram a estrutura destruída. Uma empresa de peças agrícolas, com mais de 150 funcionários, ficou com telhado, paredes, móveis e veículos danificados, de acordo com a RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.
Segundo a Prefeitura de Maringá, citada pelo G1, houve cerca de 900 ocorrências de queda de árvores e aproximadamente 600 pessoas buscaram lonas para cobrir as casas. A prefeitura também acionou 57 detentos do sistema penal para ajudar na limpeza. Outros veículos que cobriram o caso, como a RIC, citaram 363 ocorrências de queda de árvores em balanço anterior da prefeitura, o que indica que os números cresceram conforme os levantamentos foram atualizados. Segundo esses relatos, a prefeitura decretou calamidade pública, e a mobilização reuniu mais de mil pessoas, entre equipes municipais e voluntários.
Energia elétrica
Até o início da noite de terça-feira (3), mais de 47 mil imóveis seguiam sem energia em Maringá, e mais de 39 mil estavam sem fornecimento havia mais de 24 horas, segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel). A empresa informou cerca de 900 trabalhadores em campo e 219 postes destruídos, dos quais 51 já tinham sido substituídos e 122 estavam em substituição, além de 8 quilômetros de rede danificados. Um balanço anterior citado pela RIC falava em 174 postes quebrados. A diferença reflete levantamentos feitos em horários distintos.
Feridos e mortos
Nas fontes consultadas até a publicação desta matéria (G1 e RIC), não há informação sobre mortos ou feridos em consequência do tornado. O Tendência News não encontrou boletim oficial com esses números; eles serão incluídos caso a Defesa Civil ou a prefeitura os divulguem.
Serviços afetados
De acordo com a prefeitura, das 36 Unidades Básicas de Saúde, 22 funcionavam normalmente e 14 tinham restrições, segundo balanço divulgado na terça-feira (3). Cinco escolas municipais suspenderam as aulas; uma já havia voltado e quatro seguiam fechadas. A prefeitura informou que não há pedido oficial de doações em dinheiro e mantém um cadastro para voluntários e empresas que queiram ajudar com profissionais, máquinas e caminhões.
Previsão: risco de novas tempestades
O Simepar prevê chuva em todas as regiões do Paraná na quarta-feira (4), com maior risco de tempestades intensas na metade sul. Na quinta (5), as áreas de instabilidade devem avançar para a metade norte. Segundo o órgão, há condições favoráveis para supercélulas, com chuva forte em pouco tempo, raios, granizo com pedras acima de 2 cm e rajadas que podem passar de 80 km/h em algumas cidades. Em Boletim de Gestão de Riscos da Defesa Civil e do Simepar, o risco é muito alto no Oeste, Sudoeste, Centro-Oeste e Centro-Sul, e alto no Norte, Norte Pioneiro, Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral. A previsão indica ainda a formação de um ciclone extratropical na costa Sul entre a noite de quarta e a madrugada de quinta. São previsões, e podem mudar.
Serviço
- Evite áreas com fios caídos, postes danificados e árvores instáveis.
- Durante vendaval ou granizo, procure abrigo em local fechado e longe de janelas, árvores e redes elétricas.
- Não atravesse ruas alagadas.
- Defesa Civil: 199. Bombeiros: 193. Para receber alertas por SMS, envie o CEP para 40199.
- Em Maringá, ocorrências podem ser registradas pelo 156 da prefeitura, segundo veículos locais.



