A campanha do segundo turno terminou no sábado (24) com atos dos dois candidatos nas capitais do Sudeste, segundo o G1. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) reuniram multidões, na véspera da votação que define o próximo presidente.
Os atos de Lula
Pela manhã, Lula reuniu milhares de apoiadores na orla de Copacabana, no Rio, acompanhado da primeira-dama Janja, da deputada Benedita da Silva, do ex-prefeito Eduardo Paes, do prefeito Eduardo Cavaliere e do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. Ele participou de caminhada em carro de som. Em seguida foi a São Paulo para o encerramento oficial, na Avenida Paulista, onde desfilou em carro com Janja e o vice, Geraldo Alckmin.
Os atos de Flávio
O candidato do PL começou o dia em Belo Horizonte, estado que analistas apontam como decisivo. A capital mineira teve motocarreata de apoiadores, com concentração na Praça da Liberdade. Segundo o G1, Flávio não discursou no ato. Ele embarcou para o Rio e participou de ato na Barra da Tijuca.
O cenário nas pesquisas
Conforme o Terra, os candidatos chegaram tecnicamente empatados. A Quaest (21.out) mostrou Flávio com 45% e Lula com 44%, margem de erro de 2 pontos. A PoderData/Aya (22.out) apontou 51% a 49% para Flávio, e o Instituto Indexa, 50,6% a 49,4% nos votos válidos. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, diferença de 1,87 ponto percentual (cerca de 2,2 milhões de votos). A cientista política Karolina Mattos Roeder, da Uninter, disse ao Terra que pequenas variações de comparecimento ou de votos brancos e nulos podem decidir o resultado.
Análise
Esta seção é a leitura editorial do Tendência News, que adota uma linha liberal.
Atos de rua mostram capacidade de mobilização, mas não medem voto: a eleição será decidida pelos eleitores indecisos e pelo comparecimento, como lembra a própria especialista citada. Para quem valoriza instituições, o essencial agora é que o resultado seja respeitado por vencedor e perdedor, que a Justiça Eleitoral conduza a apuração com transparência e que as acusações de lado a lado sejam resolvidas nos tribunais, não nas redes. Qualquer que seja o vencedor, a agenda fiscal e de liberdades individuais continuará a ser cobrada.