O Ministério Público italiano reabriu a investigação sobre o assassinato do escritor e cineasta Pier Paolo Pasolini, encontrado morto em uma praia nos arredores de Roma em 2 de novembro de 1975. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo em 2 de novembro de 2026, data em que a morte completa 51 anos.
O que foi reaberto
Segundo a Folha, o pedido de abertura foi apresentado pelo advogado Stefano Maccioni, que há anos solicita nova investigação. Ele disse esperar que o novo inquérito ponha "um ponto final na história de uma vez por todas" e apelou a quem tenha informações e ainda não as tenha revelado para que se manifeste agora. As matérias consultadas não detalham quais diligências serão feitas.
O caso de 1975
Um jovem de 17 anos, Giuseppe "Pino" Pelosi, foi detido ao fugir no carro do cineasta e confessou o crime, alegando que Pasolini tentara estuprá-lo. Pelosi ficou preso por quase dez anos. Em 2005, retirou a confissão e atribuiu a culpa a três homens não identificados, com sotaque siciliano.
Maccioni afirma que testes de DNA mostraram a presença de outras pessoas na cena e que o próprio Pelosi talvez nem estivesse lá. A afirmação é do advogado, e as reportagens consultadas não trazem a posição dos promotores sobre ela. Ao longo dos anos surgiram teorias que vão de chantagem a ataque da extrema direita ou da máfia, sem confirmação nas fontes lidas.
Quem foi Pasolini
Intelectual de esquerda, Pasolini criticou os valores burgueses, a censura católica e o neofascismo. Seu último filme, "Salò ou os 120 Dias de Sodoma", foi lançado após sua morte e causou indignação pela representação explícita de violência e abuso sexual.
O que se sabe e o que falta
Reabrir um inquérito não equivale a identificar culpados. Até a publicação, a única fonte lida sobre a reabertura foi a Folha; o texto será atualizado se houver novos fatos.



