O filme ainda nem estreou, mas o elenco já está no circuito de palestras. O senador Flávio Bolsonaro (PL) participa nesta quinta-feira (5) de um evento de aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida, ao lado de Jim Caviezel, o ator que interpreta Jair Bolsonaro em Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente. As informações são do Metrópoles e do Poder360.

O evento

Segundo o Metrópoles, o encontro faz parte da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), que reúne representantes do conservadorismo mundial. Ele acontece em Mar-a-Lago, propriedade de Trump, das 18h às 22h no horário local, ou das 20h à meia-noite pelo horário de Brasília. Eduardo Bolsonaro também foi anunciado como palestrante.

Dark Horse, o filme que ainda não saiu

Dark Horse ainda não foi lançado. O Metrópoles lembra que a produção virou alvo de polêmica depois da revelação de mensagens em que Flávio cobra do ex-banqueiro Daniel Vorcaro um acordo de financiamento de R$ 131 milhões para o filme. A estimativa citada pela reportagem é que pelo menos R$ 60 milhões tenham sido pagos.

O que a investigação apura

De acordo com o Metrópoles, a Polícia Federal rastreou fluxos financeiros indicando que os aportes não saíram de patrocínios institucionais diretos do Banco Master, mas de empresas intermediárias e fundos de terceiros. Os recursos foram enviados a um fundo nos Estados Unidos chamado Havengate, e a produtora só comprovou a entrada no Brasil de cerca de US$ 2,8 milhões (aproximadamente R$ 14,8 milhões). O caso tramita no Supremo Tribunal Federal, e Flávio é um dos alvos. A apuração investiga se houve corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e uma das suspeitas é que o dinheiro tenha servido para manter Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Estar sob investigação não significa condenação. O senador nega irregularidades e afirma que os recursos eram lícitos e privados.

Viagem em meio a outra investigação

Ainda conforme o Metrópoles, Flávio está nos EUA desde a semana passada, depois de deixar o país quando a PF pediu a apreensão do passaporte dele em outra investigação, sobre suspeita de lavagem de dinheiro em negócios ligados a casas de apostas e a Willer Tomaz, advogado e amigo do senador. A reportagem não detalha a resposta dele nesse segundo caso.

Para quem acompanha a novela da estreia: não há, nas fontes consultadas, data de lançamento confirmada para o filme.