Luciano Huck está nos assuntos mais buscados desta quinta-feira (5), mas não por causa de programa de TV. O apresentador foi citado como testemunha em uma queixa-crime da fabricante Suavetex contra João Adibe, dono da Cimed. Huck não é acusado de nada, e a reportagem original não registra manifestação dele sobre o caso.

O que a Suavetex alega

Segundo a reportagem do Metrópoles, reproduzida pelo DOL, a Suavetex acusa Adibe e outros seis integrantes do grupo de usar indevidamente as fórmulas de seis produtos de higiene bucal, obtidas durante conversas para uma sociedade. A queixa aponta possíveis crimes contra a propriedade industrial.

De acordo com a empresa, o plano era que a Suavetex produzisse e a Cimed distribuísse os itens sob a marca Carmed 12 horas, com a Cimed recebendo as fórmulas para registrá-los na Anvisa.

A cronologia, segundo a acusação

  • Agosto de 2025: Adibe teria cancelado a marca prevista e encerrado as conversas. Os mesmos seis produtos foram depois lançados na linha Super, com as mesmas composições e códigos de barras, segundo a Suavetex.
  • Setembro de 2025: a Suavetex diz ter aceitado uma proposta de compra de 100% do seu capital por R$ 120 milhões. Durante as tratativas, a Cimed teria recebido novas informações sobre a empresa e, poucos dias depois, Adibe deixou de responder.
  • Outubro de 2025: a Cimed notificou a Anvisa sobre os seis produtos Super, indicando a Icefresh Indústria e Comércio do Brasil Ltda. como fabricante.

A Suavetex pede indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais, além de ressarcimento de prejuízos materiais, a calcular. A petição também cita uma projeção atribuída a Adibe de que a categoria de higiene bucal da Cimed poderia chegar a R$ 1 bilhão em vendas ao consumidor em 2026.

Onde entra Luciano Huck

O processo menciona a aprovação, pelo Cade, de uma joint venture entre a Cimed, o Grupo Globo e a Joatinga Capital Ltda., empresa ligada ao apresentador. Huck integra o Comitê de Marketing e Mídia da Cilab S.A. e representa a Joatinga. O também integrante do comitê Roberto Marinho Neto, herdeiro do Grupo Globo, está igualmente na lista de testemunhas. Ou seja: os dois foram chamados para falar, não para se defender.

O que diz a Cimed

A Cimed nega irregularidades e afirma que suas relações comerciais seguem transparência e cumprimento de contratos. Segundo a empresa, decisões de primeira e segunda instâncias negaram pedidos da Suavetex, e a queixa-crime seria mais uma tentativa de reverter resultados desfavoráveis na esfera cível.

A empresa também diz que a marca Super pertence exclusivamente ao grupo, não integra a joint venture com a Globo e não pertence à Cilab, e que a campanha exibida no BBB 26 foi contratada e paga diretamente por ela. Como o processo corre em segredo de justiça, a Cimed informou que não comentará os demais pontos.

O que vem a seguir

As acusações ainda dependem de apuração judicial, e ninguém foi condenado. O Tendência News segue acompanhando e atualiza a matéria caso Huck, a Globo ou a Joatinga se manifestem.