Depois de quatro dias de temporais ligados ao ciclone extratropical que atuou sobre o Sul, os governos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina passaram a contabilizar danos em mais de 200 municípios. Os números mudam a cada boletim e variam entre as fontes consultadas pelo Tendência News: o quadro abaixo traz o que foi divulgado até a quinta-feira (5/11/2026), com a fonte de cada dado. Para a origem do alerta e a previsão dos dias anteriores, veja a cobertura do alerta do Inmet para três regiões, o alerta vermelho no Paraná e a projeção da Meteored de até 200 mm.

Mortes: quatro casos em investigação

Segundo reportagem da aRede com base na Agência Brasil, as defesas civis investigam quatro mortes entre 3 e 5 de novembro. No Rio Grande do Sul, um motociclista de 44 anos, desaparecido desde quarta-feira (4/11), foi encontrado em Sagrada Família, e uma mulher de 71 anos, que morava sozinha, foi achada perto de um rio em Cacique Doble. Em Santa Catarina, duas mortes foram confirmadas na noite de quarta-feira, em Xanxerê e em Rio Negrinho.

Há divergência nas fontes: o portal Mix Vale, de 5/11, registra apenas uma morte confirmada em Santa Catarina (Rio Negrinho). O ND Mais, citando a Defesa Civil catarinense, informa duas mortes no estado: um trabalhador em Rio Negrinho, após o colapso da estrutura de um posto de combustíveis, e uma mulher de 46 anos em Xanxerê, vítima de choque elétrico depois do rompimento de um cabo de alta tensão. Há ainda uma pessoa desaparecida no Rio Grande do Sul, segundo a aRede.

Rio Grande do Sul: cerca de 50 mil afetados

De acordo com a aRede (boletim do início da tarde de quinta-feira), desde domingo (1/11) 123 municípios gaúchos registraram temporais, granizo, alagamentos, deslizamentos e outros danos. O balanço indica cerca de 50 mil pessoas afetadas, 25 feridos (15 deles em Nova Prata), 93 desabrigados, 235 desalojados e 10 casas destruídas. O Mix Vale, com dados de quarta-feira, citava mais de 47 mil afetados em 102 municípios, 24 feridos e 327 pessoas entre desabrigadas e desalojadas, o que mostra a evolução do levantamento ao longo do dia.

Santa Catarina: tornados em Chapecó e Xanxerê

Santa Catarina concentra os maiores estragos materiais. Segundo o ND Mais, 109 municípios foram atingidos desde domingo, 5.531 imóveis foram danificados, 56 pessoas estão desabrigadas e 252 desalojadas. Ao todo, 32 prefeituras decretaram emergência e 12 pediram ajuda humanitária ao estado. As regiões mais afetadas são o Oeste, o Meio-Oeste, o Planalto Norte, o Planalto Serrano e o Vale do Itajaí.

Dois tornados foram confirmados na quarta-feira, em Chapecó e em Xanxerê. Em Chapecó, cerca de 2.400 casas e comércios tiveram telhados danificados; o Mix Vale relata que parte da cobertura do terminal do aeroporto foi arrancada e que voos comerciais estão suspensos até sexta-feira (6/11) para reparos. Em Fraiburgo, 891 imóveis foram afetados. A Defesa Civil estadual distribui mais de 56 mil itens, entre telhas, cestas básicas, colchões e kits de limpeza e abrigo. O governador Jorginho Mello e o secretário de Defesa Civil visitariam áreas atingidas na quinta-feira, e o órgão afirma que o levantamento segue em andamento e os números podem aumentar. Segundo o Mix Vale, as escolas estaduais dos municípios do Oeste afetados seguem sem aulas presenciais enquanto engenheiros avaliam as estruturas.

Paraná

O Mix Vale informa mais de 1.200 pessoas afetadas em 17 cidades paranaenses, sem detalhar a origem do dado.

Previsão para sexta e fim de semana

A frente fria avançou para o Paraná e São Paulo. Segundo a aRede, o único alerta que restava para RS e SC na quinta-feira era de ventos fortes no litoral catarinense e no litoral norte gaúcho. O ND Mais, porém, aponta que podem voltar tempestades em Santa Catarina na tarde de sexta-feira (6/11), com persistência até a manhã de sábado (7/11), com atenção para o Oeste e a divisa com o Paraná. O Litoralmania também menciona risco de novas tempestades no Rio Grande do Sul no fim de semana. Como é previsão, pode haver mudanças: acompanhe os avisos atualizados do Inmet (alertas.inmet.gov.br) e da Defesa Civil.

Serviço

  • Evite áreas de alagamento e encostas, e não atravesse ruas alagadas.
  • Mantenha distância de árvores, postes e fios caídos: cabos podem estar energizados.
  • Em vendaval, abrigue-se em local fechado e longe de janelas e telhados danificados.
  • Emergências: Defesa Civil 199 e Bombeiros 193.
  • Para receber alertas por SMS, envie o CEP para 40199.