O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alertou, na quarta-feira (4/11), para a formação de um ciclone extratropical no oceano Atlântico, próximo à costa das regiões Sul e Sudeste. Segundo o instituto, o sistema, combinado a uma frente fria em formação, deve provocar temporais em áreas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste entre quinta-feira (5/11) e sexta-feira (6/11).

Avisos do Inmet para esta quinta-feira (5/11)

Segundo a CNN Brasil, o Inmet emitiu aviso laranja (perigo) de tempestade válido das 00h às 23h59 desta quinta, para São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. A previsão do instituto indica acumulados de até 100 mm ao longo do dia, rajadas de até 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.

  • São Paulo: a lista inclui áreas de Bauru, Itapetininga, Presidente Prudente, Marília, Piracicaba, Campinas e Assis, além da Região Macro Metropolitana Paulista e do Litoral Sul Paulista. O Metrópoles informa que o aviso laranja alcança a divisa com o Paraná, incluindo a capital paulista.
  • Paraná: Região Metropolitana de Curitiba e as regiões Norte Pioneiro, Noroeste, Norte Central, Centro Oriental, Centro Ocidental, Oeste, Centro-Sul e Sudeste.
  • Mato Grosso do Sul: chuva intensa no Sudoeste e no Leste do estado; o Metrópoles cita o sul do estado, perto da divisa com o Paraná.

Outras áreas de Centro-Oeste, Sudeste e Sul estão sob aviso amarelo (perigo potencial), entre elas o sul de Goiás, o centro-sul de Minas Gerais, o Rio de Janeiro, o sul do Espírito Santo e Santa Catarina. Pela escala do Inmet, amarelo é perigo potencial, laranja é perigo e vermelho é grande perigo. Os avisos podem ser atualizados a qualquer momento; o painel oficial é alertas.inmet.gov.br.

Como deve evoluir a chuva

Pelo Metrópoles, as instabilidades começam pela manhã na divisa entre São Paulo e Paraná e avançam ao longo do quinta para o restante de São Paulo, o centro-sul de Minas, o Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo. No Centro-Oeste, a chuva começa em Mato Grosso do Sul e chega à noite a Mato Grosso, Goiás e ao Distrito Federal.

Na Região Sul, a previsão é de diminuição gradual das instabilidades na quinta, com chuva e trovoadas pela manhã no Paraná e concentração na divisa com São Paulo à tarde.

Na sexta (6/11), a chuva continua com trovoadas em partes de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, no sul, centro, leste e nordeste de Mato Grosso do Sul, no sudeste de Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal, e principalmente no norte do Paraná. Em Porto Alegre e no sul do Rio Grande do Sul, a previsão é de tempo estável.

Para o fim de semana, o boletim semanal do Inmet, segundo o Mundo RH, aponta mais instabilidade, com tempestades, raios, rajadas e possibilidade de granizo, principalmente em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, onde o acumulado pode ficar entre 20 mm e 30 mm no sábado (7/11).

Calor continua em boa parte do país

Mesmo com o ciclone, o calor persiste. Para quinta, o Metrópoles informa máximas de 35°C no Rio de Janeiro, 34°C em Belo Horizonte e 31°C em São Paulo, e de 39°C em Teresina. Na sexta, a máxima prevista na capital paulista cai para 21°C, com a passagem da frente fria; no Rio, em torno de 30°C.

Segundo dados do Open-Meteo compilados pelo Tendência News, a previsão para a cidade de São Paulo é de trovoada hoje (mínima de 21°C e máxima de 29°C), garoa na sexta (19°C a 25°C) e novas pancadas no sábado e no domingo, com queda para 13°C a 17°C na segunda-feira (9/11). Esses números vêm de modelo numérico e diferem das previsões do Inmet citadas acima.

Paraná já vinha com estragos

O Paraná chega a este novo episódio após dias de temporais. De acordo com o boletim da Defesa Civil de 2 de novembro, citado pelo portal aRede, 21 municípios foram afetados, com cerca de 4.067 pessoas atingidas, 28 desalojadas e 456 casas danificadas. Em Maringá, quase 50 mm de chuva e rajadas perto de 97 km/h levaram à declaração de calamidade pública, segundo a mesma reportagem. Os números são de 2 de novembro e podem ter mudado desde então. O Simepar, também citado pelo aRede, apontou possibilidade de supercélula na região de Maringá.

O que é um ciclone extratropical

É um sistema de baixa pressão que se forma fora da faixa tropical, em geral sobre o oceano, ao sul do país. Costuma vir acompanhado de frente fria, ventos fortes e chuva. No Brasil, é comum no fim do inverno, na primavera e no outono. O ciclone em si se afasta para o oceano; o que preocupa são as tempestades que se organizam na frente fria e nos canais de umidade associados.

Serviço: como se proteger

  • Evite áreas sujeitas a alagamento e encostas; não atravesse ruas alagadas a pé ou de carro.
  • Em caso de vento forte ou granizo, abrigue-se em local fechado, longe de janelas, árvores, placas e redes elétricas. Não deixe o carro sob árvores ou perto de outdoors.
  • Desligue aparelhos da tomada durante raios e não use o telefone fixo.
  • Defesa Civil: 199. Corpo de Bombeiros: 193.
  • Para receber alertas por SMS, envie o CEP para 40199.

A previsão é um cenário provável e pode mudar; acompanhe os avisos do Inmet e da Defesa Civil do seu estado.