O que aconteceu

O São Paulo apresentou à Justiça a contestação do processo movido pelo ex-presidente Julio Casares, que pede o reconhecimento de que não houve gestão temerária durante seu mandato (janeiro de 2021 a janeiro de 2026). Nos autos, segundo o ge e o UOL, os advogados do clube classificam os fundamentos de Casares como "alucinações" e a ação como "desleal e traiçoeira".

O que diz o São Paulo

Segundo o ge, o clube sustenta que o ex-dirigente "ignora os próprios atos" e cita o parecer da Comissão de Ética, que registraria que Casares admitiu ter usado o cartão corporativo também para fins pessoais, em despesas com vestuário, restaurantes, charutaria, salões de beleza, despesas médicas e pets. O clube também afirma que movimentações de valor expressivo ficaram sem documentação suficiente e que a auditoria independente lançou, pela primeira vez, ressalva sobre saques não integralmente documentados.

O São Paulo diz ainda que o assunto já está encerrado na esfera associativa, com a expulsão, mas lembra que Casares segue investigado nas esferas civil e criminal. Investigação não significa condenação. Para o clube, o ex-presidente tenta "dividir a culpa com funcionários e subordinados". O clube pede que a Justiça rejeite os pedidos e que Casares arque com custas e honorários.

O que diz Casares

Casares afirma ter sido alvo de uma "trama política" e nega gestão temerária. De acordo com o UOL, ele diz que os saques nas contas do clube, de cerca de R$ 11 milhões segundo a matéria, serviram para pagar premiações por títulos, que as prestações de contas de 2021 a 2024 foram aprovadas e que agiu de boa-fé, já que decisões técnicas e classificações contábeis não eram responsabilidade exclusiva do presidente. A ação pede a declaração de ausência de gestão temerária, a aprovação da prestação de contas do cartão corporativo e que o clube apresente documentos que provem a gestão temerária e o desvio de recursos. Segundo o ge, a defesa também sustenta que a devolução dos valores pessoais gastos no cartão afasta dolo ou culpa grave.

A expulsão

O Conselho Deliberativo expulsou Casares com base em investigações internas e no parecer da Comissão de Ética, que apontaram gestão temerária ou irregular; ele foi enquadrado no artigo 34 do Estatuto Social.

Divergência nas datas

O ge informa que Casares entrou com a ação em 10 de setembro; o UOL diz que foi no final de setembro. Nenhuma das duas matérias indica que a Justiça já tenha decidido o mérito.