Quem achava que o relógio de Ratinho no SBT estava perto de bater meia-noite pode guardar a abóbora: o apresentador, que está na emissora desde 1998, avisou que não pensa em se aposentar e quer continuar no ar por pelo menos mais uma década. O assunto voltou a circular nos últimos dias, junto com outras declarações polêmicas dele. Abaixo, o que foi publicado por veículos de imprensa e o que ainda não tem desfecho.

O que ele disse sobre o futuro

Em entrevista concedida na quinta-feira (22 de outubro de 2026) à repórter Mônica Apor, do Portal LeoDias, segundo o site O Planeta TV, Ratinho afirmou que tem disposição para seguir na televisão por mais dez anos, até os 80, e que não definiu data para sair do ar. O texto não informa prazo nem valores do contrato dele com o SBT.

Na mesma conversa, ele se declarou apoiador do senador Flávio Bolsonaro, reconheceu que suas opiniões geram críticas e que alguns artistas recusam convites para o programa, e disse que não vai deixar de expressar suas convicções. Também descartou disputar eleições: já foi vereador e deputado federal e, segundo o relato, a passagem pelo Congresso mostrou que ele não queria seguir carreira política.

E os rumores de saída?

Em maio de 2026, a coluna de Flávio Ricco e outros veículos trataram de rumores de que o apresentador deixaria o SBT no fim do ano. Segundo o Metrópoles, Ratinho respondeu que vai seguir "tocando a vida" na emissora enquanto for possível. A declaração de outubro vai na mesma direção, e nenhuma das reportagens consultadas traz um anúncio de saída.

As polêmicas que acompanham o programa

O tema pede um tom mais sério, porque envolve acusações e uma disputa na Justiça.

Caso Erika Hilton. De acordo com o ND Mais, na noite de 11 de março, no programa ao vivo, Ratinho fez declarações sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) logo depois de ela ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. O Metrópoles registra a fala como "Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?". No dia seguinte, o SBT divulgou nota dizendo que a conduta não reflete os valores da emissora e que a diretoria analisaria o caso internamente. Em reportagem posterior, o Metrópoles relatou que a emissora disse ter tratado o assunto "internamente com todos os envolvidos" e o considerou "solucionado".

A equipe jurídica da deputada acionou o Ministério Público Federal e o Ministério Público de São Paulo. Pelo relato dos veículos, ela pede ação civil pública com indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, a serem destinados a projetos voltados à população trans e travesti. O ND Mais acrescenta que o pedido inclui suspensão do programa por 30 dias e retratação pública em horário nobre. São pedidos da deputada, não decisões da Justiça, e as reportagens consultadas não trazem manifestação de Ratinho sobre o processo.

Outra fala. O Metrópoles também relata que, cerca de uma semana antes da publicação, em maio, o apresentador fez outro comentário no ar, sobre ver dois homens se beijando, que foi classificado como homofóbico pelo veículo. Segundo a reportagem, a assessoria do SBT disse que não iria se pronunciar.

Política no ar. Em 20 de outubro, de acordo com o Área VIP, Ratinho criticou no programa políticos e partidos que, na visão dele, votam contra leis penais mais duras, e pediu que os telespectadores não votassem neles. O site liga a fala a uma entrevista do presidente Lula ao SBT Brasil no mesmo dia e relata que o apresentador havia declarado voto em Flávio Bolsonaro. Esse contexto é a leitura do veículo; não há transcrição completa do trecho.

O que ainda está em aberto

  • Contrato: não há informação pública, nas fontes consultadas, sobre prazo ou renovação.
  • Ação de Erika Hilton: não foi encontrada decisão judicial nem resposta formal de Ratinho nas reportagens lidas.
  • Posição do SBT: a emissora afirmou que o caso do mês de março foi resolvido internamente e não detalhou medidas.

O Tendência News atualiza este texto se o SBT, o apresentador ou a Justiça divulgarem novidades.