A trégua humanitária anunciada pela Casa Branca coloca o foco em Oleshky, cidade da região de Kherson, no sul da Ucrânia. Veja o que as reportagens consultadas informam sobre o local e a situação dos moradores.

Onde fica e quem controla

Oleshky está sob ocupação russa desde fevereiro de 2022, segundo a CNN Brasil e a CNN Portugal. Fica na margem oposta do rio Dnipro em relação à cidade de Kherson, que é controlada pela Ucrânia. Antes da guerra, tinha cerca de 24 mil habitantes.

Quantos moradores restam

De acordo com a Casa Branca, citada pela CNN Brasil, permanecem na cidade entre 1.700 e 2.000 pessoas, a maioria idosos, além de cerca de 50 crianças. Esses números vêm do comunicado americano e não aparecem em fonte independente nas reportagens lidas. A população que ficou, segundo o comunicado, precisa de atendimento médico, medicamentos, comida e água potável.

Danos e dificuldades

A Casa Branca afirma que cerca de 90% da cidade foi inundada depois da destruição da barragem de Kakhovka, em 2023. O fornecimento de eletricidade é limitado, as estradas estão minadas e há ataques militares frequentes, de acordo com o relato da primeira-dama Melania Trump divulgado pelo Poder360. Moradores relataram à imprensa piora da crise alimentar.

O apelo anterior do Papa

Na semana anterior ao anúncio, o Papa Leão XIV pediu a Vladimir Putin, de um hospital em Roma, que aceitasse uma trégua para retirar civis, segundo a CNN Portugal. A reportagem não liga o apelo diretamente ao acordo.

Como deve funcionar

Equipes civis de Rússia e Ucrânia visitarão os moradores, avaliarão necessidades e organizarão o transporte de quem quiser sair, para o país que escolher. O governo russo diz que as operações militares na área serão suspensas às 4h (Moscou) de 27 de outubro; a Casa Branca fala em 29 de outubro. Os detalhes militares ainda estão em definição, e a retirada deve levar vários dias.